A relação da greve com a assistência estudantil na UnB: um debate classista e uma proposta para docentes fura-greve!

Calma! Antes de ler o texto abaixo, clique na imagem acima. É uma música para acompanhar.

Já fez? Agora sim, boa leitura!

Maio de 2012 irá ser marcado como o mês em que se iniciou uma das maiores greves nas universidades federais no Brasil. Já são mais de 40 universidades em que professores(as) paralisaram suas atividades, e as assembleias estudantis tem seguindo o mesmo caminho, ainda que algumas pessoas argumentem sobre a sua legitimidade. Fora isso, há estudantes carentes, que são os que mais sofrem com a paralisação de alguns serviços essenciais e com a extensão do período de aulas, uma vez que parte dos(as) docentes para e outra não. É para esses(as) docentes que esse manifesto traz uma proposta, ao final, coerente com a sua prática de não parar as aulas, prejudicando não somente professores(as) mas também estudantes de baixa renda.

Na UnB, houve uma assembleia no último dia 24 de maio com mais de 600 estudantes, em que a maioria deliberou favoravelmente à greve estudantil, com pauta própria, e apoio ao movimento docente. Não tardou, nas redes sociais, vale dizer, comentários do tipo “o quórum são 1097 estudantes” e “a assembleia não foi legítima”. Pois bem, em um mês, na campanha para DCE de 2011, cartazes, camisetas, adesivos, panfletos, passagens em sala, urnas nos 4 campus (com tempo de votação inferior à 3 minutos), a eleição para DCE atingiu cerca de 20% do total de estudantes da UnB. Uma assembleia estudantil convocada com menos de 24 horas, em que estudantes ouviram argumentos contra e a favor, participação de técnicos e docentes, das 12h00 às 14h00, teve mais de 600 estudantes e o maior argumento contrário que se achou foi “teve 431 assinaturas e portanto não houve quórum”. Legitimidade, como legalidade, está muito mais nas ruas, na ação direta, na aceitação social, do que no peso morto de qualquer lei ou estatuto, construído também sob a conjuntura da luta de classes. Não é preciso estudar o direito achado na rua para saber disso. As assembleias estudantis em todo o país que deflagram greve, com ou sem quórum, mostram na prática o que é legitimidade.

E por quê se afirma que uma grande parcela de estudantes, senão a maioria, é contra a greve? Ora, se nos perguntamos qual é a classe social que está dentro da sala de aula, a resposta é quase que automática. Eu disse quase, pois é difícil achar estudante classe média a favor da greve, e mais difícil ainda achar estudantes carentes contra ela, mas ainda tem muita gente mesquinha ou despolitizada à solta. Segundo dados que me foram fornecidos por Octávio Henrique Bernardo Torres, coordenador Geral do DCE da UnB, esses estudantes carentes representam 6% do total do corpo discente e estão classificados nos grupos 1 ou 2, que são os grupos socioeconomicamente vulneráveis. O grupo 3, que é 94% do total, é aquele que não precisa de nenhum auxílio. Levando em consideração que esses estudantes estão organizados em diversos espaços, dentre eles, centros acadêmicos, é óbvio que os estudantes de baixa renda são oprimidos, no sentido freireano do termo, por aqueles que tem maior renda. É como se a universidade reproduzisse o ambiente organizacional de uma fábrica, só que a exploração seria feita da seguinte forma: o grupo 3, maioria, que analogamente seriam os que detém os meios de produção, exploram os grupos 1 e 2, minoria, que são o proletariado. Qualquer tentativa de angariar direitos para estudantes carentes, como o pleno funcionamento do RU, da biblioteca, de moradia, seria visto pelo outro grupo, senão com desdém, com indiferença, afinal, não necessitam de nada disso. A falta de apoio enquanto categoria estudante à uma greve poderia vir acompanhada de uma série de argumentos do tipo “estudante não tem patrão e não pode fazer greve” ou “greve estudantil é pra quem não quer estudar”, mas sequer pensam que greve estudantil é também para quem não pode estudar em meio à uma situação de insegurança institucional típica desse instrumento. Toda essa verborragia acadêmica do não poder fazer greve em nada colabora com a condição precária à que estão submetidos(as) os grupos 1 e 2 e, para além disso, a precarizada e cada vez mais privatizada universidade pública brasileira.

Independentemente da classe à qual um(a) estudante está vinculado, se o(a) docente para suas atividades, não há a opção de assistir aula. Logo, é o(a) docente quem tem um papel fundamental na greve, como profissional, como educador(a), de entender que a continuação de suas atividades não é só uma briguinha ideológica com professores marxistas, mas algo muito maior que isso. Esse é o momento de fazer a opção de classe: ou continua com suas férias e seu planejamento e de todos os 94% para quem dá aula, ou opta por defender os 6% em que a greve não reflete nas férias, mas no orçamento familiar. Optando por continuar a dar aulas, deveria ao menos, por um compromisso ético – e os imortais adoram tratar direitos nessa perspectiva –, abdicar de qualquer vantagem decorrente do movimento grevista, como aumento salarial ou reestruturação do plano de carreira. É o mínimo que um(a) docente tem que fazer ao prejudicar de forma contundente e direta estudantes de baixa renda!

Contextualizando, a ditadura da maioria, que pode não ser rica mas não está passando nenhuma necessidade no período de greve da UnB, vai dizer que as aulas devem continuar. Afinal, 6% não podem prejudicar 94%. É mais ou menos o sentimento de desdém ou indiferença que se tem com cadeirantes, pessoas com baixa ou nenhuma visão, audição, não-falantes de português (e em breve de inglês) etc. Portanto, certamente nenhum(a) docente se recusaria a assinar um documento repassando as vantagens advindas da greve para a FUB, para que pudesse investir em atividades de extensão, aquisição de equipamentos de pesquisa ou material de apoio pedagógico, compra de ônibus para saídas de campo etc. Certamente seria um dinheiro muito melhor investido do que se entrasse de forma individual no bolso de um fura-greve. No campus de Planaltina, que tem 49% de estudantes nos grupos 1 ou 2, já é um pouco mais difícil de se manifestar contra a greve. Felizmente, no Conselho de Entidades de Base (CEB) que ocorreu hoje, 29 de maio, 24 centros acadêmicos optaram por entrar em greve estudantil. Outros 22 foram contra e 4 se abstiveram. Seria uma luz no fim do túnel? Será que mais estudantes começaram a pensar na minoria oprimida? Isso o tempo irá dizer.

Segue abaixo uma proposta para o comando de greve estudantil: passar em aula e ler o seguinte documento em que o(a) professor(a) se propõe a devolver qualquer vantagem que venha a receber ao final da greve. Como será que eles reagiriam à isso?

Não deixe de baixar o TERMO DE REPASSE DE RECURSOS POR INCAPACIDADE POLÍTICA, disponível clicando aqui!

TERMO DE REPASSE DE RECURSOS POR INCAPACIDADE POLÍTICA

Eu, ______________________________________________________________

_______________________________________________________ matrícula ___________, perante a situação de greve na Universidade de Brasília e sabendo que a continuação de minhas atividades prejudicam principalmente estudantes dos grupos 1 e 2, socioeconomicamente vulneráveis, além de ser uma conduta não construtiva com colegas de profissão que estão com suas atividades paralisadas, optei por não fazer greve.

Em vista disso, por saber que os dividendos da greve sempre são estendidos à todos(as) docentes, mesmo aos que não participaram da mobilização, abdico de qualquer vantagem advinda desse movimento, seja salarial, reestruturação do plano de carreira, melhores condições de trabalho e/ou outras omissas. Informo também que gostaria que o aumento salarial proveniente da greve e que iria indevidamente para a minha conta, que fosse depositado na FUB para suprir carências no orçamento do ensino, pesquisa e extensão, ao passo que não seria ético receber verba proveniente de uma conquista que não ajudei em nada a conseguir.

Brasília, _______ de ____________________________ de 2012.

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Marcha das Vadias Brasília – pelo direito de ser mulher!

Nesse sábado, 26 de maio de 2012, às 13h00, concentrou-se no CONIC a Marcha das Mulheres de Brasília.

Pelos cálculos da Polícia Militar do Distrito Federal, participaram 1.500 pessoas. Porém, quem foi à Marcha percebeu que havia bem mais do que isso.  Foram centenas de homens, mulheres, grupos LGBTTT, coletivos partidários e a população que foi aderindo à Marcha, mostrando que as mulheres não aceitam mais as condições de humilhação a que são submetidas no espaço privado, de casa, ou em espaços coletivos, como no trabalho ou em grandes eventos como jogos de futebol ou propagandas.

Para maiores informações sobre a Marcha das Vadias de Brasília, acesse:

http://marchadasvadiasdf.wordpress.com/

Para ver a página da Marcha das Vadias Brasília no Facebook, acesse:

https://www.facebook.com/marchadasvadiasdf

Segue abaixo alguns vídeos sobre a Marcha das Vadias de Brasília, incluindo a filmagem da agressão de um homem que fazia gestos obscenos com a mão e apontando para o pênis enquanto a Marcha passava pela rua ao lado do CONIC. A rua, de noite, é conhecida por ter profissionais do sexo mulheres, homens e travestis.

Vídeo 1/4 – Início:

http://www.youtube.com/watch?v=soCwfIl9hFQ&feature=youtu.be

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Vídeo 2/4 – Escada da Rodoviária do Plano Piloto

http://www.youtube.com/watch?v=hKC4o6NgL0M&feature=youtu.be

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Vídeo 3/4 – delinquente faz gestos obscenos

http://www.youtube.com/watch?v=yeVXGaTdNNM&feature=youtu.be

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Vídeo 4/4 – prisão do delinquente

http://www.youtube.com/watch?v=-SdiMDXULG8&feature=youtu.be

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Veja também no site do Jornal O Miraculoso vídeo do maníaco abrindo o zíper para mostrar o pênis para a Marcha!

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Estudantes da UnB reclamam da assistência estudantil e outros descasos da reitoria!

Dia de cão para a Reitoria da Universidade de Brasília! Após aprovarem greve estudantil, apoiando o movimento docente que já paralisa mais de 40 universidades federais, estudantes definem uma pauta própria e parte para o Auditório Dois Candangos da Universidade de Brasília, onde 14h00 se iniciou a Audiência Pública sobre a Assistência Estudantil. Os relatos dos estudantes sobre os abusos cometidos pela administração da UnB são revoltantes.

Acompanhe os vídeos abaixo sobre o momento da aprovação da greve estudantil e em seguida a Audiência da Assistência Estudantil.

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Assembleia estudantil na UnB decreta greve estudantil, em 24/05/2012

Estudantes da UnB decretam greve estudantil, apoiando o movimento docente que paralisa várias universidades federais. Para além disso, definem uma pauta própria de greve.

http://www.youtube.com/watch?v=kVKp5FZSTrI&feature=youtu.be

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UnB – Audiência Assistência Estudantil 24/05/2012 – vídeo 1

O estudante Hyago, do curso de Serviço Social, reclama do atendimento na DDS (Diretoria de Desenvolvimento Social) e da natureza da bolsa na UnB, que tem caráter trabalhista.

http://www.youtube.com/watch?v=3mYi1gY9A90&feature=youtu.be

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UnB – Audiência Assistência Estudantil 24/05/2012 – vídeo 2

O estudante Lucas Brito, do curso de Serviço Social, fala da conjuntura das políticas de assistência estudantil dentro da UnB e de que forma isso está vinculado à política de educação do governo federal.

http://www.youtube.com/watch?v=M5EvMOYS-RU&feature=youtu.be

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UnB – Audiência Assistência Estudantil 24/05/2012 – vídeo 3

O estudante Mário, de Serviço Social, fala sobre o endividamento dos estudantes bolsistas devido à proibição do acúmulo de bolsas ou com estágio.

http://www.youtube.com/watch?v=c3jIvx09S1I&feature=youtu.be

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UnB – Audiência Assistência Estudantil 24/05/2012 – vídeo 4

A estudante Misha, do curso de Ciências Sociais, reclama do quase-direcionamento que a DDS (Diretoria de Desenvolvimento Social) faz para que as bolsas sejam recebidas no Banco Santander.

http://www.youtube.com/watch?v=sBJ87rYPDDQ&feature=youtu.be

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UnB – Audiência Assistência Estudantil 24/05/2012 – vídeo 5

Problemas com estudantes de baixa renda começam antes mesmo do ingresso, como a isenção da taxa de vestibular para estudantes carentes.

http://www.youtube.com/watch?v=OI19762e57c&feature=youtu.be

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UnB – Audiência Assistência Estudantil 24/05/2012 – vídeo 6

A estudante Keila e a antropóloga Nathália, ambas do Afroatitude, reclamam da condição de exclusão de estudantes carentes e da elitização da Universidade de Brasília.

http://www.youtube.com/watch?v=_9jYIZZcf_8&feature=youtu.be

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UnB – Audiência Assistência Estudantil 24/05/2012 – vídeo 7

Estudante do campus de Planaltina (FUP) escreve carta sobre as péssimas condições de assistência estudantil nos novos campus.

http://www.youtube.com/watch?v=jqCeXC5OWkE&feature=youtu.be

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UnB – Audiência Assistência Estudantil 24/05/2012 – vídeo 8

O estudante André, militante do MST e do curso LEDOC (Licenciatura em Educação do Campo), do campus de Planaltina (FUP), relata desconforto com a situação da assistência estudantil na Universidade de Brasília.

http://www.youtube.com/watch?v=nDfO_T9uA6U&feature=youtu.be

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UnB – Audiência Assistência Estudantil 24/05/2012 – vídeo 9

O estudante Hyago, do curso de Serviço Social, propõe que todas as pessoas que já sofreram alguma violação de direitos no atendimento da DDS (Diretoria de Desenvolvimento Social) relatem o ocorrido para que seja encaminhado uma reclamação formal ao CRESS (Conselho Regional de Serviço Social).

http://www.youtube.com/watch?v=MrxcdkmBd5U&feature=youtu.be

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UnB – Audiência Assistência Estudantil 24/05/2012 – vídeo 10

A estudante Simone, do Diretório Central dos Estudantes da UnB, reclama das políticas de assistência estudantil da UnB e conclama a união estudantil para melhorias.

http://www.youtube.com/watch?v=Rp4lu1ODlu4&feature=youtu.be

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Os destemperos de Marcelo Hermes-Lima na UnB

“O que mais preocupa não é o grito dos violentos, nem dos corruptos, nem dos desonestos, nem dos sem ética. O que mais preocupa é o silêncio dos bons”.

Martin Luther King

Que o Marcelo Hermes-Lima é um completo imbecil isso todo mundo já sabe! Difícil é saber qual será o seu limite e, mais do que isso, se o limite será dado por uma tragédia ou por alguém disposto, finalmente, a explicar ao ignorante, sob a ética da sociabilidade ou por força de lei, que liberdade de expressão não pode ser utilizada como sinônimo de intolerância. Bem, só pelo início desse texto já dá pra perceber que se você quiser ler um artigo, seu lugar é uma base de dados que não seja esse desabafo. Já faz muito tempo que esse senhor, misto de caduco com prepotente, apronta das suas pela Universidade de Brasília. Impossível num só texto falar de todas as suas idiotices, mas vamos centrar nossa atenção em três pontos: os movimentos políticos de eleição da UnB, incluindo o pleito da ADUnB 2012 (Sindicato dos Docentes da UnB), a contribuição para posturas intolerantes e as perspectivas para a universidade caso ele continue agindo da mesma forma.

Fiquei profundamente revoltado ao ser informado por um Professor da UnB que no blog de Marcelo Hermes-Lima (MHL) havia a foto de docentes que concorrem pela Chapa 2 – ADUnB pra Valer (oposição à atual gestão que concorre pela Chapa 1, defendida por MHL) colocados de forma completamente debochada. Para deixar claro a agressão de Marcelo, acesse a matéria clicando aqui:

http://www.cienciabrasil.blogspot.com.br/2012/04/conhecam-madrinha-da-chapa-2-que.html

Confesso que tive que me conter para não dizer o que MHL merece, ao acessar o blog e ver a foto da Professora Raquel Moraes, que me orientou na graduação e uma das pessoas mais brilhantes na Faculdade de Educação, sendo ultrajada na internet. Com toda a parcimônia e a orientação humanista que a UnB preconiza nos princípios de seu Estatuto (Art. 4º, VI), tentei ser o mais científico possível para escrever um texto de forma fenomenológica e não me envolver emocionalmente ao tratar de MHL. Não consegui! O canalha do Marcelo Vermes foi capaz de tirar uma foto de professores após um debate das chapas que concorrem à ADUnB para exercer o seu direito de fofoca e pressupor que é uma chapa da Reitoria, pelo fato de docentes da chapa 2 estarem conversando com a Professora do Departamento de Serviço Social Nair Bicalho, esposa do Reitor. E ainda disse que um professor ficou de costas porque não queria sair na foto. No mínimo o retardo mental de Marcelo Vermes é tão grande que ele gostaria que os professores virassem a cara para a Professora Nair Bicalho, para não serem chamados de Chapa da Reitoria, ou em última instância que virassem e fizessem pose para a foto que iria sair numa latrina virtual que o editor insiste em chamar de blog.

Essa não é a primeira vez que MHL apronta das suas. Ainda nessa eleição, pegou a foto da Chapa 2 e fez montagens, indicando com setas apontadas para os professores quem eram os comunistas ou outras denominações bizarras que ele considera indiscutíveis. Na última eleição da ADUnB foi a mesma história: argumentação rala e despolitizada, chegando a apontar para a Professora Marcela Soares, também do Departamento de Serviço Social e uma das componentes da chapa, como sendo uma pessoa bonita. É o máximo de política que MHL consegue ver numa disputa para um sindicato de docentes da maior universidade pública do Centro-Oeste e uma das maiores do país!

O que acontece é que MHL alimenta esse tipo de postura intolerante na universidade. Na greve dos técnicos-administrativos de 2010, chamou os trabalhadores de vagabundos, isso porque estavam lutando, dentre outras coisas, para não perderem uma gratificação (URP) que representa “somente” 26,05% de um salário que já é o pior de todo o Executivo. Não é raro ver em seu blog ataques à determinadas manifestações na universidade, como de grupos LGBTTT, coletivos negros e atos pela democratização dos espaços de decisão da UnB, como a eleição paritária para reitor. Definitivamente MHL é um inimigo da democracia e um catalisador de ações de intolerância dentro do ambiente acadêmico. Não por ser contra a paridade, mas por pregar o ódio à estudantes e técnicos-administrativos que exigem o mesmo peso na eleição pra reitor. Não por ser contra o sistema de cotas, mas por fazer piadas racistas que sugerem ser o(a) negro(a) sujeito de segunda ordem. Não por combater comunistas (até porque nunca leu David Ricardo, Friedman ou Keynes para dizer que o capitalismo é bom e mesmo que lesse é muito burro para compreender), mas por achar que o caminhão de som do SINTFUB e os atos de movimentos de esquerda da universidade devem ser repreendidos com a força policial. MHL é um arauto de qualquer voz que queira voltar ao tempo da ditadura e resolver as manifestações da questão social de forma unilateral, sem discussão e se possível (e incentivado) partindo para as vias de fato!

Adora uma fofoca, um barraco, uma confusão tão baixa quanto o seu lixo cibernético. Na eleição para reitor de 2008, foi o epicentro de dois barracos. O primeiro foi no auditório Joaquim Nabuco, na Faculdade de Direito. O editor “fofocabrasil”, MHL, teve ataque de nervos porque, segundo ele, o Professor da Faculdade de Medicina e urologista João Batista, negro, chamado preconceituosamente por MHL de “João do Dedão”, teria dito para ele “ir tomar seus remedinhos”. Para quem não sabe, foi o próprio MHL que assumiu em seu blog que toma remédios controlados (e que pelo jeito nunca deram efeito algum). Em outro debate, organizado pelo DCE (Diretório Central dos Estudantes), gestão Nada Será como Antes (da qual fiz parte), MHL interrompeu a discussão entre os candidatos gritando “eu não votarei em José Geraldo”. Aquilo foi a alavanca para os indecisos optarem, pelo menos, pela capa do Professor José Geraldo, por não ter alguém tão sujo junto à chapa. Provavelmente ele estava pensando “se eu disser que não voto em José Geraldo, as pessoas irão me seguir, pois eu tenho um blog!”. Doce ilusão.

Certo é que ter MHL atrelado à sua imagem, seja numa chapa para a ADUnB, reitoria ou mesmo num evento de final de ano de servidores do Instituto de Biologia onde trabalha, é a maior encrenca. MHL retira mais votos e, para além disso, mais credibilidade do que o próprio DEM, partido em que se filiou só porque é contra as cotas, uma vez que Marcelo não tem capacidade de debater nem sobre cotas, nem sobre nada relacionado à política. Falando nisso, o STF já julgou as cotas constitucionais e até agora nada daquele blog que parece um cibergibi de pornochanchada anunciar alguma coisa. Deve estar chorando no colo do Demétrio Magnoli.

E quais são as perspectivas que nos trazem as posturas de MHL? Bem, para início de conversa é preciso saber por quê os professores aceitam com tanta cautela. Está se tornando corriqueiro ver fotos de docentes, vídeos de estudantes e ataques à movimentos sociais de forma indiscriminada no blog desse aloprado. Em alguns momentos, MHL parece não saber distinguir entre o ambiente virtual e a vida real. É como se se seu blog, sob o argumento da liberdade, pudesse tudo. Ora, a UnB vive um momento de refluxo no avanço das liberdades de expressão. Por um lado, a liberdade é confundida como uma ferramenta de atacar inimigos políticos de qualquer forma e a qualquer custo. É assim com a Veja, com o DEM, com MHL. Do outro, esse tipo de comportamento incita outras pessoas, reclusas com seus preconceitos, a adotarem atitude semelhante, por achar que a universidade é um território sem regras de boa convivência. Junte essas duas variáveis num ambiente em que cresce a presença de manifestações de intolerância e tem-se uma bomba relógio com um pé no blog “demênciabrasil”.

Por fim, MHL, sei que você irá ler esse texto, e você adora uma câmera. Vai dizer que vai me processar, que foi humilhado, que sofreu dano moral e etc. Rezo para que esteja certo, e para que eu pegue uma pena muito, mas muito grande. Digo isso porque a desgraça de seu blog é um prato cheio para qualquer um que queira te processar por qualquer motivo, muitos dos quais você nem imagina. Se você tem um grupo de pesca submarina, um clube de figurinhas ou um buffet, saiba que MHL já falou mal em seu blog. Nada escapa às garras de sua insanidade e delinquência, e é certo que só não houve algum processo por danos morais contra esse (repito) vagabundo porque as pessoas não querem alimentar a sua fama. Um erro grave na minha opinião, pois como disse anteriormente, MHL incentiva o que há de pior nos seres humanos: o egoísmo, a petulância, a mesquinharia, a indiferença, a violência e sobretudo a inimizade. Como num ambiente acadêmico alguém pode ser tão babaca para tratar seus pares de forma tão oportunista e humilhante, perseguindo-os até em momentos de conversa após um debate? MHL, que de um dia para outro se auto intitulou cientometrista na bíblia da ciência (seu blog), acha que citações no Web of Science podem passar por cima do bom senso das boas relações entre as pessoas. Acha que currículo lhe faz melhor que uma pessoa do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra), o qual nunca visitou um só acampamento mas tem as mais estapafúrdias teorias sobre o maior movimento social do mundo. Acha que por ter aprendido a falar inglês é uma autorização para poder tratar colegas de trabalho de forma discriminatória. E o problema maior não é MHL dizer tudo isso, mas aceitarem que ele diga.

Bem, ele que se considera o arauto da ética, mesmo no ato de sua filiação no DEM ter sido recebido por um ex-deputado federal que pagava a empregada doméstica com verbas de gabinete, está cada vez mais na parede, daí as agressões serem mais constantes. O discurso de generalizar todos seus opositores como petezada ou comunistas chegam ao fim a partir do momento em que os professores mais conservadores da UnB começam a se organizar para a eleição da reitoria no segundo semestre e já deixam a dica: não aceite de forma alguma ajuda do MHL. Ah, falando nisso, acho que está na hora de te confessar uma coisa. Desculpe mas meu coraçãozinho não aguenta mais esperar. No último debate entre os candidatos a reitor, em agosto de 2008 se não me engano, que ocorreu no Auditório Dois Candangos da Faculdade de Educação, você foi orientado a não ir, até porque já estava desgastando demais a chapa que apoiou, do Professor da Sociologia Michelângelo Trigueiro, com dois barracos nos debater anteriores, já exposto aqui. Bem, como tinham muitas pessoas para intervir, foi realizado o sorteio das perguntas para as chapas. Uma das perguntas sorteadas para a chapa que apoiou foi:

“Esta chapa é apoiada pelo blog Ciência Brasil?”.

O Professor Michelângelo ficou sem jeito de responder, pois viu que todos no auditório riram de ter uma chapa vinculada à um instrumento tão despolitizado como é o seu blog. Pois bem, fui eu quem fez essa pergunta MHL. Fui eu quem naquele momento político da universidade quis localizar não a chapa do Professor Michelângelo, a quem tenho muito respeito, mas o seu blog como sendo algo extremamente nocivo à convivência saudável na universidade. Felizmente, pelo menos naquela eleição, eu consegui, mas devido aos estudos e a ter saído do Movimento Estudantil em 2008, nunca mais quis saber desse lixo virtual, entrando de vez em quando para ver como alguém que se julga superior por um aspecto acadêmico pode ser uma pessoa tão desprezível e odiada dentro e fora da universidade, e olha que falo dos conservadores. Não poderia acabar de escrever esse texto sem aumentar a sua raiva ao revelar isso.

Você sempre será um perdedor MHL. SEMPRE!

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Delinquente ameaça estudantes da UnB – 24/04/2012. Será que continuarão achando que é só um maluco por aí?

Clique no link abaixo para ver o vídeo do delinquente que ameaçou estudantes da UnB:

http://youtu.be/UJZLIC9_MGU

ATENÇÃO: denuncie crimes na WEB para a polícia federal através do seguinte e-mail:

crime.internet@dpf.gov.br

O delinquente Victor Rafael Herzog Pinto Neves, que se intitula Picasso Neves nas redes sociais (https://www.facebook.com/picasso.herzog), fez uma série de ameaças à estudantes da UnB nessa terça-feira, 24/04/2012.

Picasso começou rasgando cartazes que estavam no mezanino e térreo do Departamento de Serviço Social da UnB. Entre vários cartazes de festas, cursos e exposições, Picasso arrancou “somente” os que continham alguma informação de ideologia de esquerda, como homenagens à Honestino Guimarães (ex-militante do movimento estudantil da UnB e desaparecido na ditadura militar em 1973), ou de caráter LGBTTT.

Ameaçou vários estudantes que passaram pelo local, chegando a querer partir para as vias de fato com estudantes de sociologia que tentaram, em vão, conversar com ela para que não arrancasse os cartazes. Dirigiu-se em direção à ala sul, continuando com os xingamentos e ameaças, ao que foi interpelado, finalmente, pela COPP (Coordenação de Proteção ao Patrimônio), a segurança da UnB. Assim que foi parado, apontou para a parede, que continha uma espécie de (sic) carta com suas ideias (veja final do vídeo). É como se ele quisesse ser parado exatamente naquele momento, com uma multidão atrás de si irritada e que pudesse chamar a atenção para seus ideais.

Após isso, foi encaminhado à COPP, ao que saiu em viatura da Polícia Militar rumo à 2ª DP, que não registrou Boletim de Ocorrência. Foi então encaminhado ao Departamento de Polícia Federal, no Setor Policial Sul, ao que ficou preso. Antes disso, Picasso já “orientara” o policial civil de que aquele era um caso de Polícia Federal. É como se tivesse preparado todo o trajeto, como se não tivesse preocupado com a prisão, por acreditar que irá ser solto e, aí sim, já conhecido, fazer algum ato criminoso na UnB, dessa vez mais sério ainda.

Estudantes de uma aula de física disseram que viram no quadro os dizeres “morte aos comunistas”. Outros estudantes ameaçados não quiseram aparecer, com medo de represálias. Ao Boletim de Ocorrência foram apensados relatos por escrito, obviamente não identificados, de estudantes que presenciaram todo o fato, bem como apanhados depoimentos de estudantes diretamente ameaçados por Victor.

É cada vez mais comum esse tipo de ação na UnB e, infelizmente, é também comum a negligência da reitoria em achar que nunca se trata de um caso de intolerância. Com Marcelo Valle Silveira Mello foi a mesma coisa em 2005: coitado, é doente mental, sem imputável, não sabe o que faz! Hoje, Marcelo foi preso, articulando com um comparsa no Paraná uma chacina à estudantes da UnB, com 500 mil reais na conta. Para fraudar cartões de crédito ou receber doações de simpatizantes aí Marcelo é bem esperto.

Que fique a lição para que possamos, todos da comunidade acadêmica, docentes, discentes, técnicos e outros frequentadores dos campi, estabelecermos uma estratégia forte e objetiva de acabar com a intolerância na universidade. Que fique a prisão de Victor Rafael, que continua preso na Polícia Federal, para qualquer outro que tente algo semelhante, como brincadeiras com boataria e afins.

Todas as pessoas que sofreram de alguma forma ações desse sujeito devem denunciá-lo. Não podemos mais ficar inertes frente às diversas situações de intolerância que ocorrem na UnB sem nenhuma ação concreta que preserve a nossa segurança e forneça os elementos necessários à prisões de pessoas como Marcelo Valle e Victor Rafael.

Vejam abaixo as 4 páginas do que escreveu Victor Rafael:

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O Yin-Yang do Churrasco de Serviço Social da UnB do dia 14/04/2012.

No dia 10/04/2012 ficou pronta a arte da VASCASA, feita pelo meu amigo, o artista visual Renato Moll. A arte tem múltiplas representações:

  1. O meu apelido desde 1995 (Chakrinha, uma junção da alusão ao finado comunicador e ao bairro Vicente Pires, à época um setor de chácaras)
  2. O Vasco da Gama, clube de meu coração e, principalmente, um espaço de amizade, de diálogo entre diferentes formas de pensar, materializada na maior paixão nacional: o futebol! A VASCASA não é somente um local de assistir jogos, vai muito além disso. É um espaço que repudia a violência de torcidas organizadas, pois muitas delas só servem para causar briga, o que não tem identificação com o esporte. Aliás, esse é um dos três mandamentos da VASCASA: não pode ter briga; não pode ter drogas ilícitas; e tem que ficar um grupo para ajudar a limpar a casa, fazendo a coleta seletiva sempre que possível. É incentivado que as pessoas venham com a blusa de seu clube, para mostrar que a diversidade pode conviver harmoniosamente e até melhor do que se torcêssemos para o mesmo time.

Pois bem, quatro dias após, no sábado, 14/04/2012, ocorreu o Churrasco do Serviço Social da UnB na VASCASA. Até 21h00, não ocorreu nenhum problema no evento: não tinha homofobia, piada racista, sexismo ou outras coisas equivalentes. Pode parecer estranho falar isso mas no dia anterior a UnB ficou de alerta justamente por causa de ameaças feitas por criminosos provavelmente ligados à Marcelo Valle – com uma dose de boataria alimentada pelas redes sociais. O problema foi logo após um primeiro princípio de tumulto – que eu já tinha antevisto antes de começar e solicitado a retirada do rapaz que estava alterado –, quando várias outras “indisposições” se sucederam. Algumas justas, de colegas que tentaram me defender. Outras pela modinha de vale-tudo, de oportunistas, de vagabundos que vão para “separar” a confusão e quando alguém o toca a primeira reação é “tira a mão de mim meu irmão”, quase que um jargão de quem combina esteróides com álcool.

O fato é que, justas ou injustas, todas foram desnecessárias, por vários motivos: respeito aos vizinhos, aos convidados, aos meus pais e principalmente à mim. Não é um pedido, é um comunicado: não é para brigar e pronto. Quem quiser brigar, usar drogas ilícitas, jogar lixo no chão, não tem problema, não precisa seguir as regras, mas escolha outro local para fazê-lo. Na VASCASA não pode, e isso não está em negociação. Por quê alguém sai de casa para brigar? Talvez por falta de amor próprio, do amor de outrem, do amor de amigos(as). Quem mora em Brasília já ouviu falar muito do Sabará, um bombado* lutador de capoeira que vai à shows de axé e tem como prazer bater no público. Em 1995, quando tinha 12 anos, ouvia falar do Sabará. Em 2012, com quase 29 anos, vi que ele além de continuar com suas atrocidades, fez escola. O Efeito Sabará se apossou de grande parte da juventude, que reproduz a conduta violenta, em menor escala, em churrascos, festas, nas escolas, onde puderem oprimir covardemente as pessoas. Sabará não foi o primeiro opressor, isso existe desde o princípio da humanidade. O triste é saber que não será o último!

A sorte é que meus pais não estavam em casa. Pergunto-me constantemente: por qual motivo um casal de 76 e 74 anos, casados há 51 anos, deveriam presenciar a falta de maturidade de um bando de moleques? A resposta é quase que automática: mas então não faz festa! Errado. Nunca houve um só bate-boca na VASCASA. Nunca houve uso de drogas ilícitas (como também não houve agora). Sempre fica alguém pra ajudar na limpeza (e agradeço aos colegas que ficaram dessa vez). Mas briga é a última coisa que eu esperaria num churrasco do Serviço Social da UnB, logo quem se prepara para trabalhar com manifestações da questão social, resolve agir com o coração na frente do cérebro. E mesmo que eu não acredite que consigamos dominar todos os nossos ímpetos, o que ocorreu no churrasco é inadmissível.

Uma das explicações são pessoas de fora do curso, que não tem identidade com o que ocorre no espaço (e eu também já tinha avisado sobre isso) e acham que podem fazer o que quiserem, pois nunca mais verão aquelas pessoas novamente. Talvez por isso um rapaz esperava, molhado, encostado na parede que foi pintada não tem 3 meses, para ir ao banheiro feminino. Ele deve ter confundido com algum clube ou o próprio chiqueiro onde mora, em que não há regras para nada. Sem exagerar, mas se os próximos churrascos do Serviço Social da UnB forem desse jeito, teremos que colocar plaquinhas do tipo “favor não cagar no chão”. Pode ser que esse tipo de apelo funcione.

Enfim, não dá para falar de tudo. Era impossível saber todas as loucuras que estavam acontecendo, pois enquanto eu estava tentando resolver um problema dentro da casa, um moleque estava com o seu gol vermelho impedindo a saída de outros seis carros da festa, provavelmente achando que era um Caldas Country em que uns motoristas imbecis param o carro, largam o volante e começam a dançar no meio da rua, atrapalhando o trânsito. Que tipo de reabilitação pode haver pra esse tipo de indivíduo? Que tipo de conversa por haver para quem acha que o mundo gira em torno de seu umbigo? Outros motoristas que esperavam para sair, como se adiantasse, buzinavam, pois para eles os vizinhos não estavam incomodados o suficiente. E as rodinhas de briga continuavam, visto que tinha mais gente querendo aparecer e dizer que também tinha brigado na festa.

A lição que fica é a de que churrasco do Serviço Social na VASCASA, não tão cedo. Pelo menos não até alguns dos vagabundos de fora do curso que vieram para brigar arrumarem uma ocupação e não resolverem fazer acerto de contas com estudantes do curso. E pelo menos até alguns estudantes do curso – uma minoria, felizmente –, compreenderem que Marx não é só para ser utilizado no Pavilhão João Calmon duas vezes por semana, mas o comunismo exige práticas de respeito ao próximo que não podem ser dissolvidas numa garrafa de vodka. Claro que a maioria das pessoas de fora do curso nunca trazem problema algum, mas é melhor penalizar essa maioria e deixar somente estudantes do que correr riscos. Os estudantes sabemos onde encontrar, mas e os estranhos que eu nunca vi (e espero nunca mais ver), como cobrar o prejuízo que deram?

Estou envergonhado pelos meus vizinhos, pelos meus pais, pelos meus colegas de curso, da calourada que acabou de chegar e tem uma visão deturpada do Serviço Social e da UnB. Vergonha dos que foram ao meu lar, um espaço de confraternização, e viram nossa festa se tornar um ringue. Aliás, um ringue tem regras, então o que fizeram foi pior. Com todo o mérito da festa ter sido muito boa até que chegasse o momento das brigas, vide as fotos e vídeos que postaram em nosso grupo no Facebook, o churrasco vai ser lembrado pela confusão, como já vem acontecendo. Muito obrigado à todos(as) colegas que me compreenderam. Não sei se consegui manter a calma mas tentei ao máximo preservar a segurança das pessoas com uma saída organizada (por vez) dos brigões, o que pode não ter ocorrido como planejado. E grato novamente por saberem aproveitar uma festa e aparecer sem apagar o brilho de ninguém. Realmente a festa começou e se desenvolveu de forma muito boa, mas acabou de maneira péssima. Perdoem-me pelo ocorrido.

“Infelizmente não podemos voltar atrás e fazer um novo começo mas podemos começar agora e fazer um novo final.”

“Quem estuda e não pratica o que aprendeu é como o homem que lavra e não semeia”. Provérbio árabe

* Diz-se daquele que não tem força física na cama mas somente no tatame.

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Pós-Graduação no Brasil: a concentração de Bolsas de Produtividade nas regiões Sul e Sudeste!

O texto em anexo é do Professor Remi Castioni, do Programa de Pós-Graduação em Educação da UnB (PPGE/UnB). Ele foi da minha banca de graduação em 2008 na UnB, com o título “Índice de Desenvolvimento da Educação Básica: discussão sobre avaliação e alternativas para a melhoria da educação básica do DF“.

O Prof. Remi explica a excessiva concentração de bolsas de produtividade em programas  de pós-graduação das regiões Sul e Sudeste do Brasil, que são distribuídas pelo Comitê Assessor de Educação do CNPq, que tem a seguinte composição:

Maria Alice de Lima Gomes Nogueira

UFMG

01.10.2010 a 30.09.2013

31-3499-6184

Isabel Gomes Rodrigues Martins

UFRJ

01.07.2010 a 30.06.2013

21-2562-6344

Eduardo Fleury Mortimer

UFMG

01.07.2011 a 30.06.2014

José Armando Valente

UFF

01.09.2011 a 31.08.2014

Dagmar Elisabeth Estermann Meyer

UFRGS

01.12.2009 a 30.11.2012

51-3325-4164

Maria Aparecida Viggiani Bicudo

Unesp

01.07.2011 a 30.06.2014

19-3534-0123

Belmira Amélia de Barros Oliveira Bueno

USP

01.10.2009 a 30.09.2012

11-3091-3099 Ramal 2165

  SUPLENTES
Sofia Lerche Vieira
UECE
01.09.2011 a 30.08.2014

Diana Gonçalves Vidal

USP

01.07.2010 a 30.06.2013

Percebam que não há titulares dessa comissão em programas das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, sendo um suplente do Nordeste (Profa. Sofia Lerche Vieira da UECE).

Segundo o Prof. Remi, o PPGE/UnB conta com 3 bolsas de produtividade, enquanto que outras universidades de igual ou menor porte, sem muitas publicações e com número inferior de docentes cadastrados na pós-graduação conseguem ter mais bolsas. Ainda sobre a distribuição das bolsas, por lei, 30% devem ser alocadas para as regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Para a comissão, fica evidente que a quota de 30% não é cumprida.

Leiam o texto clicando aqui ou no link abaixo:

https://ayanrafael.com/wp-content/uploads/2012/04/distribuic3a7c3a3o-bolsas-cnpq.doc

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Os partidos mais corruptos do Brasil!

Veja a lista dos partidos que mais tiveram políticos cassados desde 2000. Ora se não são os liberais (abertamente assumidos, pelo menos) que lideram a lista.

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Calourada UnB 2012: estudando a mais-valia na prática.

Fonte: http://www.fabiosalvador.com.br/fotos/unicamp.jpg (acesso em 05/04/2012)

Oi pessoal.

Bem, tem muito tempo que não escrevo sobre o Movimento Estudantil (ME), mas diante do que saiu no site da UnB dia 03/04/2012, tinha certeza que isso seria debatido nas listas de e-mail e redes sociais com mais frequência. Portanto, para quem está fora do assunto e pretende entender o que está posto, segue o link da reportagem da Secretaria de Comunicação da UnB:

http://www.unb.br/noticias/unbagencia/unbagencia.php?id=6417

Confesso que esperava que mais pessoas se manifestassem, mas pelo que vi ou as pessoas concordaram passivamente com isso (COM ISSO!) ou então, mesmo não concordando, permitem que tudo aconteça sem falar nada (o que é mais preocupante, pois demonstra uma apatia que não possibilita revelar a passividade, como no primeiro caso). É a história do “o que me preocupa não é o grito dos maus, mas o silêncio dos bons”.

Ah sim, já ia esquecendo-me de que antes de escrever algo sobre o ME da UnB, temos que inserir alguns elementos, digamos, pré-textuais, como que justificasse e aumentasse a minha credibilidade para se posicionar sobre o assunto. Então aqui estão as minhas:

1- Não estou no Movimento Estudantil da UnB desde 2008, quando me formei em Pedagogia, e depois que entrei pra Serviço Social em 2009 nunca mais quis participar de nenhuma chapa de CA ou DCE, por achar que o ME tem que se renovar e evitar alguns vícios de estudantes profissionais (embora em alguns momentos seja importante a presença de estudantes veteranos para algumas questões, mas isso é muito pouco mesmo);

2- Apesar de ter votado na Chapa 5 (que ficou em segundo lugar) na última eleição (2011), sem colocar adesivo ou declarar qualquer tipo de apoio, fui totalmente contra quando chegaram a ventilar a possibilidade de um segundo turno, mudando as regras da eleição no meio do processo;

3- Não sou do tipo que acha que a direita planeja uma bomba atômica dentro do DCE e quer dizimar a esquerda de qualquer forma, mas sim que tem sua argumentação para definir vistas de ponto diferentes do que pensamos de sociedade (e isso se reflete em debates como criminalização do aborto, presença da PM no Campus, Cotas, Paridade etc);

4- Não sou oposição, apoio, situação nem nada ao DCE!

5- Não tenho empresa de festas e nada contra a Vaca Entretenimento, empresa que “ganhou a licitação de boca” para organizar a calourada da UnB no 1/2012.

Bem, agora que levantei alguns ELEMENTOS DE ENTRADA, com o psiquê dos(as) leitores(as) mais tranquilizado, com a mente mais “aberta”, fica mais fácil de fazer a argumentação. Não é assim? É como o Timothy, ex-reitor da UnB, que não começava uma fala sem uma piadinha e na hora que ainda estávamos rindo ele começava a discursar com seus posicionamentos inaceitáveis. Ok, então vamos lá.

DA CONCEPÇÃO

Por quê se faz uma calourada? O objetivo da calourada não pode deixar de ser o da integração e passar a ser o de ganhar dinheiro. Vejam bem: não disse que não se possa ganhar dinheiro! Apenas mudei a ordem dos fatores e, ao contrário das ciências exatas, aqui a ordem dos fatores altera o produto. Se bem que parece mais algum novo ditado do tipo “a ordem dos produtos altera o produto”, para quem não consegue ver nada além de dinheiro à sua frente.

Quando o objetivo é ganhar dinheiro, qualquer que seja a parte que vai lucrar, a integração, a recepção, a festa de boas vindas, tudo o que se pensa em termos epistemológicos de acolhimento à calouros(as) cai por terra. A contra argumentação disso JAMAIS vai ser a de que calourada é sim pra ganhar dinheiro. Isso nunca irão dizer abertamente. O que irão dizer é: podemos fazer integração e ganhar dinheiro. Ótimo, concordo, mas não é o que está posto. Não se pode utilizar de uma justificativa de uma calourada de integração para promover uma calourada da terceirização, vale lembrar, uma das únicas, senão a única da UnB. Se antes os empresários já se contentavam em vender seus produtos para um público universitário altamente consumista, agora descobriram o caminho das pedras: podem eles lucrar bem mais com a venda de ingressos e outros bens, fora o currículo de ter organizado a calourada de uma das principais universidades do país!

E ainda há quem diga que não é terceirização. Vários serviços prestados pelo governo são terceirizados: contrata-se uma empresa para executar ordens dos gestores da cidade, ainda que nem sempre isso seja dessa forma. Ao que tudo indica, a fetichização do produto Calourada 2012 supera tudo, até mesmo a dignidade de responder negativamente à proposta.

SE DAVID RICARDO ESTIVESSE VIVO DIRIA À FRIEDMAN: COMO NÃO PENSAMOS NISSO ANTES!

 

A fórmula da calourada é simples: eu ganho, vocês ganham, todo mundo ganha e vamos fazer uma festa bem bonita para todo mundo, com bastante participação de todos e o melhor, sem riscos para os centros acadêmicos (CAs)! Ora, utilizando-se do terrorismo de que não há risco para os CAs, influenciado principalmente pela lambança feita na calourada de 14/05/2011, que gerou um prejuízo imenso, agora a argumentação é o seguinte: “no mínimo, no mínimo, todo mundo se diverte e não vai perder nada”.

Não há risco para os CAs? Não vão perder nada? E por um acaso é o dinheiro o bem mais precioso que um CA pode perder?

Bem, a calourada de 2010 gerou R$ 4.100,00 de lucro para cada Centro Acadêmico. Foram os CAs que organizaram, que escolheram quem iria tocar, até que ponto iriam colocar o alambrado, o valor do ingresso, as bandas locais etc. Numa festa terceirizada, alguém acha que está pagando para uma pessoa trabalhar para o DCE? Por quê uma empresa, que por um lado assume todos os riscos da festa e, por outro, lucrará 55% da empreitada (é um bom adjetivo), deixaria que o DCE (quiçá os CAs) decidirem o que é melhor para a festa? É claro que isso não irá acontecer. Completando a conta: 20% do lucro ficará com o DCE, 20% para os CAs (são 33 ao que consta na reportagem da SECOM/UnB) e 5% para a UnB, que deve ser uma espécie de FAI (Fundo de Apoio Institucional), agora que a calourada virou uma empresa júnior. Nada mais justo uma universidade que, pelas páginas da Veja é o madraçal do planalto, no mundo real estimula a competitividade sem ética entre os discentes. Então aí está o resultado prático dessa política: se vão lucrar, separa uma pontinha pra nossa querida universidade! Então ao invés da venda de ingresso ser motivada pela integração de veteranos(as) com calouros(as), está dada a largada para ver quem vende mais ingressos porque quanto mais dinheiro entrar, mais os CAs vão ganhar (mas esquecem que quem ganha 55% não é nenhum centro acadêmico). Vamos colocar em termos práticos:

 CENTRO ACADÊMICO, AQUI ESTÁ O SEU “RISCO”: VIRAR UMA PIADA NACIONAL!

Para quem cada um dos 33 CAs ganhe metade (eu disse metade) do que lucrou na calourada 2010, ou seja, R$ 2.050,00, a festa tem que ter um lucro de R$ 338. 250,00. Dos R$ 338.250,00, assim ficaria a repartição:

Vaca Entretenimento: R$ 186.037,50

DCE: R$ 67.650,00

33 CAs: R$ 67.650,00 (R$ 2.050,00 para cada CA)

UnB (também é filha de Deus): R$ 16.912,50

 

Ou seja, somente se a calourada der R$ 676.500,00 de lucro, portanto mais de meio milhão de reais, você receberá o mesmo que na calourada de 2010, e tudo isso sem entrar com nada, que maravilha. Mais três calouradas e não precisa nem inscrever a Vaca Entretenimentos no Big Brother Brasil, pois vai ganhar mais sem nem precisar mostrar o bumbum, que maravilha!

 

Então parece que agora o terrorismo do “sem risco algum pra você meu chapa!” começa a fazer sentido. Uma empresa externa à universidade, que não tem compromisso em comprar um sofá, uma TV, de promover uma integração entre estudantes do curso, vai receber R$ 186.037,50. Você, Centro Acadêmico, pobre mortal, não vai ter risco nenhum, mas sim a garantia de receber R$ 2.050,00 sem fazer nada, quando em 2010 recebeu R$ 4.100,00 para assumir riscos.

O que não entendo é que na época da eleição vi um panfleto da chapa que ganhou que dizia que o DCE seria participativo, que iria instituir o parlamentarismo como forma de horizontalizar as decisões. O fato é que com vários estudantes do direito, o DCE pecou num dos 5 principais fundamentos da administração pública: o da publicidade de seus atos. Poderíamos falar também da impessoalidade, legalidade, moralidade e eficiência, mas vamos nos ater somente à publicidade. Não existe absolutamente NENHUM documento que comprove uma convocatória do DCE para empresas que queiram organizar a calourada. Isso, por si só, já revela um corte de propostas e uma tendência a chamar quem se conhece. Claro: não dá pra ligar para uma empresa que não se conhece. Mas como é um DCE que não administra nada público, só uma calourada privada, as regras devem não valem.

Caros(as) colegas da UnB, vamos responder com sinceridade nesse momento. Se fosse para ter uma calourada como a de 14/05/2011, em que cada CA arcou com R$ 750,00 e perdeu esse dinheiro, mas deliberou sobre toda a construção da festa, não seria melhor? O maior “risco” assumido na calourada de 2010 foi morrer de hipotermia pegando cerveja numa tina! Não tem ninguém que tenha trabalhado naquela calourada de 2010 que esteja mutilado, com transtornos psíquicos ou algo assim por ter trabalhado na calourada. Pelo contrário: estudantes se conhecem quando trabalham juntos, fazem amizades com outros cursos, são incentivados a fazer churrascos de 2 ou mais cursos juntos, e nem por isso deixaram de aproveitar a festa. Em todas as calouradas os CAs sempre souberam que há risco, e nem por isso deixaram de fazer. Agora, ainda que os riscos sejam os mesmos, a forma de agir mudou. O terrorismo de não ter que entrar com dada gerou uma disparidade gritante entre a empresa que organizará a festa e centros acadêmicos.

Umas vezes tiveram lucro, em outras prejuízo, mas a calourada sempre foi organizada por estudantes para estudantes. Mesmo em prejuízos maiores do que aqueles de 2010, quando os CAs perderam R$ 750,00, não se pensava em atribuir uma tarefa que é de competência do DCE com CAs para outrem, isso não se resolve assim. Que diabos de “risco” é esse que além de terceirizar a maior festa de entrada de calouros(as) na universidade coloca 55% do lucro nas mãos de uma empresa enquanto os CAs vão se humilhar para pegar uma sobra de 20% da farta mesa?

UM APELO CONTRA A PPP DA CALOURADA UnB 2012!

Em 2010 colaborei com estudantes de Pedagogia na organização do ENEPe (Encontro Nacional de Estudantes de Pedagogia), que ocorreu na UnB. Até aquele momento ainda rondava o pesadelo do ENEPe de 2008, em Vitória/ES, que deu um prejuízo de R$ 27.000,00. Poderia eu e outros colegas, uns formados e outros não, que estavam mais presentes no processo ter proposto uma parceria (público privada sem CNPJ J) para o Centro Acadêmico de Pedagogia (CAPe), mas não, isso jamais foi cogitado por nenhum de nós e tampouco pelo CAPe. Bem, o final da história é que o ENEPe 2010 deu pouco mais de R$ 45.000,00 de lucro, dos quais nenhum dos organizadores viu um centavo sequer: foi 35% para o CAPe, 35% para o ENEPe 2011 da Paraíba e 30% para a Executiva Nacional dos Estudantes de Pedagogia (ExNEPe). Detalhe: ninguém nunca tinha organizado nada além de um congresso para 300 pessoas em 2005, e assumimos a tarefa por um comprometimento com a Pedagogia, com a Faculdade de Educação, local que nos formou (e para outros estava e está a formar). Não faltou papel higiênico, teve R$ 350,00 de ajuda de custo pra cada banda ou artista que se apresentou, único ENEPe que teve casal de brigadistas, 10 chuveiros quentes. Os 2 alojamentos, Renato Russo (Faculdade de Educação) e Cássia Eller (CEAN), tinham vida, com atividades a todo momento, homenagem à homossexuais que saíram de suas cidades, adotaram Brasília e construíram suas carreiras aqui. Não houve nenhum centavo de investimento de empresas privadas, como fundações, energéticos, cervejas, lojas de óculos escuros. Houve patrocínio da UnB e sindicatos de professores. Repetindo: R$ 45.000,00 de lucro. Se dava para ter mais lucro com isso, nós mesmos temos certeza, visto o nosso amadorismo em perder dinheiro com coisas triviais.

Pergunto: por quê com a calourada é diferente? Novamente reitero o olhar para a questão do “risco” que os CAs teriam em organizar a calourada. Não vejo “risco”, mas sim um “riso” da mesa da empresa que organizará a calourada, ganhando milhares de reais e jogando as migalhas para o chão em que os CAs se estapeiam para pegar metade do que ganharam em 2010 (mas tudo isso sem entrar com nada, claro). Volto à pergunta do início:

Não há risco para os CAs? Não vão perder nada? E por um acaso é o dinheiro o bem mais precioso que um CA pode perder?

Onde está a integração da calourada? Onde está a interseção de estudantes que trabalham no bar com os que colaboram na segurança, na ornamentação, na limpeza, na alimentação? Ou agora a empresa manterá o mesmo tipo de configuração de trabalho para aumentar o lucro dos CAs (e os seus também, claro)?

MORAL DA HISTÓRIA

Se o ingresso da calourada for R$ 10,00, o que seria muito barato, R$ 5,5 vai para a Vaca Entretenimento, R$ 2,00 pro DCE, R$ 0,5 pra UnB (reitoria) e R$ 0,06 centavos para cada CA. Com um ingresso vendido a R$ 10,00, eu disse UM ingresso, uma empresa ganha mais do que um estudante Grupo 1 utiliza para almoçar e jantar durante toda uma semana (R$ 0,50), enquanto que um Centro Acadêmico, organização coletiva e interna à universidade, ganha R$ 0,06 (dá pra rifar uma balinha 7 Belo).

Eu já tomei uma decisão: depois de muito tempo me divertindo com professores, técnicos-administrativos e principalmente estudantes na calourada, não vou à festa desse ano.

Não vou fazer campanha de boicote, de adesivo contra calourada, ato contra terceirização das festas, bater panela no ICC, nada disso. Apenas não vou. Não posso contribuir com essa humilhação de centros acadêmicos, de estudantes mesmo, da universidade que tanto amo, com todos os problemas que tem. Pode não fazer falta, pode ser que a festa lote, mas não estou falando disso, não me importa que dê muita gente, mas eu não teria a minha consciência tranquila para aproveitar uma festa em que eu olhe para cada pessoa dentro do Centro Comunitário e visualize o que ela pagou sendo revertido em bonança à uma empresa e subserviência à 33 centros acadêmicos.

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Marcelo Valle Silveira Mello: um racista alimentado pela UnB!

Há algum tempo, tanto eu como muitas outras pessoas esperam por justiça. Esperam para ver alguma atitude mais firme contra um criminoso racista que ameaça mulheres, negros, homossexuais, faz apologia à pedofilia e que tem como um de seus alvos a comunidade acadêmica da Universidade de Brasília. Enfim esse dia chegou, com a prisão de Marcelo Valle Silveira Mello.

Entrevista para O Globo sobre o histórico de agressões de Marcelo Valle:

http://globotv.globo.com/infoglobo/o-globo/v/aluno-da-unb-fala-sobre-marcelo-valle/1871606/

Marcelo é conhecido de longa data na UnB, inclusive de Thérèse Hofmann Gatti. Infelizmente, não pelo seu conhecimento em informática, que poderia utilizar em favor do crescimento do país, mas pelo seu ódio à todos(as) que não comungam de suas ideias, de seus crimes.

Em 05/08/2005, na única oportunidade em que o encontrei pessoalmente – excluindo-se as oitivas no MPDFT e na Comissão Disciplinar da UnB –, ele tentou me agredir. Estranhamente, mesmo sem ter me chamado para conversar, a UnB já tinha escolhido o seu lado na história: era eu o culpado, o “suposto agressor”, e cabia a mim me defender desse racista, homofóbico e pedófilo dentro e fora da UnB, e por muito pouco o processo aberto por racismo em que o MPDFT logrou êxito na segunda instância não se transforma em um processo de uma suposta agressão ao Marcelo.

Ora, logo a UnB, que se diz vanguarda na defesa dos direitos humanos, pecou. Lembro-me bem que nesse dia da “suposta agressão”, 05/08/2005, eu estava andando no gramado entre o ICC Norte e a Biblioteca da UnB e fui surpreendido por um Fiat Uno da segurança da UnB, que entrou no gramado, deu um “cavalo de pau” na minha frente e me deu “voz de prisão”. Três seguranças armados com cassetetes me colocaram no carro, forçadamente, e me levaram para o posto policial da UnB. Lá fiquei aguardando o Marcelo Valle chegar. Passaram-se dois minutos e ele chegou, no banco dianteiro de uma Kombi, somente com um motorista. Começava aí o racismo institucional da UnB!

Bem, o fato é que essa confusão gerou um processo que não foi de “suposta agressão física de Marcelo Valle à Rafael Ayan” e sim o contrário. A forma de se escolher o réu é clara e tem duas explicações viáveis, não excludentes:

1-   Quem é o negro e quem é o branco da história.

2-   Quem participava do movimento estudantil e não era visto com bons olhos pela reitoria, principalmente em tratando-se de um estudante e servidor.

O que seguiu daí foi uma perseguição contra mim, num processo administrativo iniciado na UnB que em muito ajudou na defesa de Marcelo de que eu o tinha agredido, desviando o foco do racismo. Eu me defendi sozinho da acusação de agressão física de Marcelo, tanto dentro da UnB como fora (no MPDFT), no processo em que eu fui arrolado como testemunha de acusação e quase viro o réu.

Por quase sete anos guardei esses documentos comigo, pois tinha certeza que se os publicasse antes não iria surtir efeito algum, iriam achar que era uma briguinha pessoal, como ponderou a juíza que inocentou Marcelo Valle na primeira instância. Hoje, com o país todo sabendo quem é Marcelo Valle e sua conta de 500 mil reais, sabe-se lá se não era para a compra de armamentos para uma matança em série na UnB, chegou o momento de mostrar como a UnB tem parte da culpa de ter alimentado a visão de impunidade de Marcelo. Não divulgo isso para prejudicar a imagem da UnB, mas porque por muito tempo eu fui tido como alguém que agrediu um estudante, e venci essa acusação nos tribunais sem apoio algum da UnB. Aliás, a UnB, em alguns momentos, como verão a frente, parecia querer me expulsar, ao passo que Marcelo tinha um tratamento de rei. Para terem ideia, ele não saiu da UnB por uma decisão política da reitoria, que poderia com base no regulamento da universidade – o mesmo que utilizaram para me culpar precipitadamente –, ter expulsado Marcelo por representar perigo à comunidade acadêmica.

Então, é salutar dizer que jamais, repito, jamais as gestões Lauro Mohry (2005), Timothy Mulholland (nov/2005 – abr/2008), Roberto Aguiar (abr/2008 – nov/2008) e José Geraldo de Souza Júnior (nov/2008 – atual) me ofereceram qualquer tipo de apoio nessa questão. Não fossem as ameaças de Marcelo ao aniquilamento de estudantes da UnB, ficasse ele “somente” com os ataques aos negros, mulheres, homossexuais e apologia à pedofilia, a UnB continuaria em sua inércia achando que não se passava de alguém querendo aparecer.

Começo com a digitalização da abertura do processo de sindicância contra mim, em 10/08/2005. Passados cinco dias após o ocorrido, sem nunca ter me chamado para explicar o que aconteceu, a UnB me elegera a bola da vez, deixando o racismo de Marcelo Valle seguir caminho livre e inclusive ser incentivado.

Para entender o caso e ver as provas do racismo institucional da UnB…

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001

Imagem 1 – Marcelo Valle partiu para me agredir na sexta-feira, dia 05/08/2005 no Centro Comunitário da UnB.  Na segunda-feira, dia 08/08/2005, o Extrato de Ocorrência n. 827/2005 já me apontava como “suposto agressor”, sem jamais ter me chamado para conversar sobre o assunto:

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002

Imagem 2 – Folha de Rosto do UnBDoc 49651/2005, que encaminhou o Extrato de Ocorrência ao Decanato de Assuntos Comunitários, à época sob o comando de Thérèse Hofmann Gatti Rodrigues da Costa:

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003_REGIMENTO

Imagem 3 – Cópia do Regimento Disciplinar da UnB, em que me aponta como suposto agressor de Marcelo Valle Silveira Melo e me enquadra no Art 13, b e desconsidera todas as ofensas e ameaças que o mesmo Marcelo fez contra a comunidade universitária da UnB, sobretudo negros, mulheres e homossexuais (e mesmo depois disso a UnB nunca abriu processo contra ele):

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Imagem 4 – No dia 10/08/2005, 5 dias após Marcelo tentar me agredir e dois dias após receber o Extrato de Ocorrência 827/2005, A Decana Thérèse Hofmann Gatti assina despacho solicitando abertura de processo de sindicância (sic) em desfavor de Rafael Ayan Ferreira por suposta agressão física contra Marcelo Valle Silveira Melo, desconsiderando todas as reportagens que saíram nos jornais da época sobre a intolerância de Marcelo e a intolerância do mesmo com a comunidade universitária da UnB:

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Imagem 5 – Em tempo recorde, foi aberta sindicância contra mim (UnBDoc n. 66622/2005), o que foi utilizado por Marcelo Valle para se defender do MPDFT de processo por racismo no Orkut e que por pouco não virou um processo de agressão minha contra ele, também, na esfera judicial, tudo isso com uma “mãozinha” do racismo institucional da UnB:

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Final, em partes, feliz…

Esse processo administrativo disciplinar seguiu por anos na UnB e mesmo depois da saída do reitor fanfarrão Timothy Martin Mulholland, em abril de 2008, por suspeitas de diversos crimes contra o patrimônio público, esse grupo que me perseguiu continuou atuando para ver se conseguia me expulsar da UnB, seja como estudante ou como servidor (estágio probatório que não passei e até hoje estou desde 2008 com o salário congelado, continuando a trabalhar – e receber – graças à ação do SINTFUB), e foi frustrado quando, por falta de provas (mas não de más intenções por parte deles), o processo foi arquivado pela Comissão indicada para julgar o caso. Durante todo o processo, me defendi sozinho, enquanto Marcelo Valle tinha advogados (no plural mesmo) dos melhores escritórios de Brasília. A Reitoria quis me empurrar um advogado laranja, indicado por Timothy, para saber quais seriam minhas estratégias de defesa no processo e tentar me enterrar de vez, mas recusei o “advogado” e continuei a me defender sozinho. Nas oitivas em que fui chamado no MPDFT, também jamais compareci com advogado e não deixei que Marcelo Valle virasse a mesa no processo que tinha ele como réu.

Thérèse nunca quis saber das ameaças que sofri de 2005 em diante, se eu estava bem, se precisava de ajuda, de apoio psicossocial da UnB, coisas simples que cabem à qualquer decana que se vê diante desse tipo de situação. Ao invés disso, preferiu me colocar como alvo e praticar o seu patrulhamento ideológico através de um processo administrativo disciplinar, tudo isso em meio ao meu estágio probatório e ameaças de grupos nazistas dos quais Thérèse jamais soube que existissem.

Enfim, com o arquivamento do processo, Thérèse perdeu a batalha, mas nunca desistiu da guerra de me cercar. Até que ponto essa perseguição vai chegar?

31/01/2013 – Para você que acabou de ler essa matéria agora, de março de 2012, veja as consequências… Therese Hofmann, que aparece na matéria como Decana de Assuntos Comunitários e abrindo o Processo Administrativo Disciplinar contra mim, a partir de novembro de 2012 tornou-se Decana de Extensão. Na UnB é assim, o que vale não é a competência para o cargo mas sim poder colocar qualquer peixada em qualquer lugar. Bem, o fato é que Therese me excluiu do Moodle e colocou outros professores em sala, me excluindo do Núcleo do Projeto Rondon da UnB. Pra mim seria muito fácil ignorar tudo isso e continuar indo para as aulas, pois o outro docente não iria querer disputar voz comigo no mesmo ambiente, nem a decana iria colocar segurança pra me impedir de dar aula, mas foi melhor não voltar. Fica evidente a perseguição de Therese Hofmann comigo, e é algo que já se arrasta por anos.

Pra saber mais sobre a bagunça que se tornou o Projeto Rondon na UnB, ver:

1- CARTA ABERTA DE RONDONISTAS DA UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA EM CAMPO ALEGRE DO FIDALGO – PIAUÍ (19/01/2013)

2- NOTA PESSOAL DE ESCLARECIMENTO SOBRE O PROJETO RONDON NA UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA (28/01/2013)

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