Outra farra do Sinpro que você paga

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Quem será o 13.171 em 2018?

Sábado, dia 12 de março de 2016, vai ocorrer a festa de 37 anos do Sinpro. Até aí tudo bem, todo sindicato tem o direito de festejar seu aniversário. É até bom que o faça, mas essa não é a questão.

A festa será na Praça das Fontes do Parque da Cidade a partir das 15h30. Pergunta-se: a quem interessa uma festa de um sindicato aberta à toda a comunidade? Quais seriam os reais interesses atrás disso?

O que muita gente não sabe é que existe uma disputa ferrenha dentro de dois grupos que atuam na direção do Sinpro: de um lado Washington Dourado e seus 5 cavaleiros e, do outro, Rosilene Correia com mais 2 dezenas de cabos eleitorais. Essa disputa é, primeiramente, para saber quem é a figura pública do Sinpro. Consequentemente, quem ganha a disputa é automaticamente colocado como candidato do Sinpro a candidato distrital. Se Rosilene tem mais dinheiro e puxa-saco devido ao poder de sua corrente do PT, Washington ataca com seu blog, ainda que esteja cada vez mais desgastado pelas ações pelegas do sindicato e sua defesa do governo lambão de ONGnelo Queiroz.

Logo, no meio de tudo isso está a disputa de duas correntes do PT para saber quem será uma segunda Rejane Pitanga do sindicato. Pelo baixo clero, mas sem nenhuma chance de ir além do que seus sonhos permitem, vem Nelson Moreira Sobrinho (ex-diretor da regional de Ceilândia), também do PT e candidato a deputado distrital em 2010. Completam a lista outros nomes apagados do PC do B e falsos “independentes” lulistas. Agora fica fácil entender o motivo de uma festa do Sinpro ser elevada à categoria de panem et circensis no Parque da Cidade. Tudo isso pago com a sua contribuição sindical, claro!

O termômetro da disputa pelo trono de figura pública do Sinpro será a eleição pro sindicato que ocorrerá em 2016. Como a atual gestão do Sinpro não conseguiu absolutamente nada para a categoria o quê não falta é proposta de qualquer coisa, menos de luta política. Daí temos corrida, festa, atendimento psicológico e até a tentativa de se apropriar dos resultados do ENEM para a UnB, como se tivessem melhorado algo para os(as) docentes trabalharem com dignidade.

Podemos esperar que até a eleição do Sinpro no final do ano ainda vão ter muitas festas, algumas somente para os(as) professores(as), outras para propagandear o sindicato para a comunidade em geral. E todo mês quando você receber seu contracheque lembre-se que deu uma importante colaboração para o Sinpro eleger mais um deputado distrital do PT para a CLDF, pra não falar da parte da verba que vai para a CUT e para a CNTE.

E não se esqueça: em 2018, distrital é 13.171.

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Por que não trabalhar na Escola Superior de Magistério

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Quando você pensa que já viu de tudo aparece o Rolla com proposta de trabalho escravo camuflada de Escola Superior de Magistério (ESM). Para os puxa-sacos do GDF que pensam “não é trabalho escravo porque participa quem quer”, o MC Donald´s agradece e diz a mesma coisa, embora atualmente o Ministério Público do Trabalho esteja com uma ação contra a rede de lanchonetes com uma lista quilométrica de ataques aos direitos trabalhistas.

Pois bem, o diretor executivo da Fundação Universidade Aberta do Distrito Federal (FUNAB), no uso de suas imposições, abriu edital para docentes que queiram lecionar na futura ESM. Pra começo de conversa, queria saber por qual motivo quem comanda uma universidade tem cargo de Diretor Executivo. Não é uma empresa, seja pública ou privada, mas sim instituição educacional e de caráter público. O edital é para 45 vagas de docentes e as inscrições vão do dia 14 a 30 de março de 2016. O local da instituição será a EAPE.

Agora o maior detalhe. Respire fundo vai… Estou esperando! Leia abaixo um dos itens do edital sem rir:

1.2. O servidor, quando convocado para o exercício da atividade de docência na Escola Superior de Magistério, será liberado de 50% (cinquenta por cento) de sua carga horária na unidade escolar de exercício, conforme o que se segue:

  1. Em caso de Jornada ampliada, manterá o exercício da docência em 20h/semanais na sua unidade escolar de origem e o exercício de 20h/semanais na Escola Superior de Magistério Noturno.
  2. Em caso de jornada de trabalho de 20h/semanais mais 20 h/semanais manterá o exercício da docência em 20h/semanais na unidade escolar e o exercício de 20h/semanais na Escola Superior de Magistério Noturno.

Agora pode ir lá tomar água porque como dizem popularmente: “essa foi de rachar”.

Como não poderia deixar de ser, deputados distritais oportunistas e outros candidatos a deputados distritais oportunistas começaram a festejar nas redes sociais o que chamam de nascimento da futura universidade distrital. Balela! Qualquer pessoa que lê o edital percebe se tratar de charlatanismo de um governo que até agora não fez nada pela educação e quer construir uma faculdade sem ter que contratar docente. É como se Rollemberg tivesse, de um dia para outro, pensado que achou uma fórmula mágica de começar um curso de Pedagogia sem que para isso remunere e dê condições de trabalho para os professores.

Acha que estou errado?

Bem, então vamos conhecer como é o trabalho da ESCS, a Escola Superior de Ciências da Saúde. Vamos perguntar aos docentes da ESCS o quê eles acham de ficar 20 horas em unidade de saúde e 20 horas na faculdade, se é bom para ele e para os alunos. Vamos perguntar se eles ficam 20 horas no hospital e 20 horas dando aula à noite na ESCS e se isso é uma proposta pedagógica revolucionária. Sabemos que não é e eles também sabem. É por isso que os professores da ESCS, como qualquer professor de uma instituição de ensino superior séria, seja pública ou privada, não aceitariam jamais a criação de um curso de formação inicial nesses moldes.

A vida de docente universitário, sobretudo de instituição pública, por mais precarizada que seja, passa necessariamente pelo tripé ensino-pesquisa-extensão. Aliás, esse tripé é encontrado no Art. 2º da Lei n. 5.141 Lei n. 5.141/2013 (criação da FUNAB) quando diz que ela “tem por finalidade ministrar educação superior, desenvolver pesquisas e promover atividades de extensão universitária”. A mesma orientação é observada nos Decretos n. nº 34.591/2013 (Estrutura Administrativa) e 36.114/2014 (Estatuto), ambos referentes a FUNAB.

Portanto, uma instituição de ensino superior é muito mais do que um escolão com três turmas de 60 alunos em que o professor passa parte de seu dia informando sobre práticas utilizadas em sala de aula. Nem os cursos da EAPE, que têm como natureza a formação continuada rápida e aplicada ao trabalho, possuem direcionamento político-pedagógico tão torpe quanto o GDF quer fazer com o curso de Pedagogia ao abrir a ESM com quem abre um boteco.

A vontade de implementar o populismo é tão grande que o Projeto Pedagógico do curso de Graduação em Pedagogia da ESM ainda encontra-se em tramitação no Conselho de Educação do Distrito Federal, ou seja, ele ainda não existe! Isso significa que as pessoas irão se inscrever para um curso que não conhecem, aumentar sua carga horária de trabalho com aulas – e com turmas de 60 alunos – para uma instituição criada há quatro anos e que até hoje não conseguiu fazer sequer um site no Blogspot! É o famoso “chega aí meu bródi, vamu ali dá uma aula pra uma galera maneira no seu horário de ficar com a família, tudo pela educação do DF”. Esse é um bom resumo para o processo seletivo de docentes da futura ESM, o escolão do Rolla.

O máximo que o edital oferece para a prática de pesquisa é no item 2.2, como docente-pesquisador, mas só para os candidatos classificados fora do número de vagas. Sim, é essa idiotice mesmo! Todo professor universitário sabe que tempo de pesquisa é algo essencial à sua formação e, para que ele tenha essa prerrogativa, tem que ser classificado fora das cagas do concurso. A não ser que docente-pesquisador também tenha que cumprir 20 horas em sala de aula e se for isso o Rolla chutou o balde mesmo. O item 3.3 até fala que o professor da ESM deve desenvolver as atribuições de docente-pesquisador, mas ainda falta achar onde está o conceito desta adjetivação que o GDF fez com o cargo de professor de nível superior.

O Anexo III, formulário de pontuação para compor a nota final do candidato no concurso de exploração de mão-de-obra qualificada da ESM, é uma aberração do início ao fim. Enquanto a maioria das universidades públicas só faz concurso para Professor Adjunto (Doutorado) ou Professor Assistente (Mestrado), a ESM exige apenas especialização, o título delivery que qualquer professor da SEEDF compra por dois mil reais no horário de seu intervalo. A graduação em Pedagogia soma 3 pontos enquanto a graduação em Licenciatura soma 2 pontos. Vale lembrar que Pedagogia possui 3.200 horas segundo as Diretrizes Curriculares Nacionais do curso, datada de 15/05/2006, ao passo que as outras licenciaturas possuem 2.800 horas. Um título de Especialização soma 5 pontos e um de Mestrado soma 8 pontos. Isso significa que boa parte dos professores que possuem duas ou mais especializações para escolha de turma saem na frente de um professor que fez Mestrado, ou empatam com um professor que fez Doutorado (10 pontos).

Cada ano de trabalho como professor da SEEDF soma 1,5 ponto. Isso significa que um professor com Doutorado e 5 anos de SEEDF ficará com 17,5 pontos e um professor que tenha especialização Tabajara (nível mínimo exigido pro cargo) e 9 anos de SEEDF, ou seja, 4 anos a mais que o professor Doutor, sai na frente na pontuação para o cargo. É, de fato, premiar o pior para começar uma faculdade com os profissionais menos qualificados e afundar qualquer possibilidade de ensino de qualidade.

O anexo 4, que trata das publicações, é ainda mais temeroso. Um artigo publicado em revista Qualis A1, que é nível internacional, soma 5 pontos. Isto significa que se algum dia um louco escreveu um artigo em língua inglesa e ele foi publicado em uma revista de programa de pós-graduação em educação de Harvard, Oxford ou mesmo da USP (70ª melhor universidade do mundo), terá o mesmo número de pontos do que o super-ultra-mega-hiper-capacitado-docente que faz 3 especializações em um ano – e pelo preço de uma – em instituições de beira de esquina que só servem para montar cursos a distância que a SEEDF insiste em aceitar na contagem de pontos por turma. Não precisa nem falar que o SINPRO também deve ter tido o biscoito molhado no café para ficar na sua. Logo eles que nem gostam disso!

De hoje em diante essa novela do Rolla só poderá ter dois desdobramentos:

  1. O edital será retificado e permitirá com que o docente escolha o local de trabalho, se a escola ou a ESM – e para isso o GDF teria que contratar apenas mais 45 docentes, algo irrisório diante do caos da falta de professor em sala. Talvez essa seja a única alternativa da ESM prosperar, uma vez que mesmo ganhando um salário baixo e sem perspectiva de crescimento o professor poderá viajar para congressos e apresentar trabalhos, com diárias e passagens pagas pelo GDF obviamente.
  2. O segundo desdobramento é o edital permanecer como está e aí já sabemos que quem ocupará essas vagas de professor na ESM serão os eternos capachos do GDF, aqueles que hibernam em cargos administrativos e que não vão fazer a escolha do tipo “sala de aula na escola + coordenação” por “sala de aula na escola + sala de aula na ESM” e sim a escolha “Edifício Phenícia + Edifício Phenícia” por “Edifício Fenícia + sala de aula na ESM”. O mais interessante vai ser perceber como é que gente que alegou a vida inteira que por problemas de saúde não pode dar aula para crianças, agora poderá dar aulas para adultos. Contudo, é bom esperarmos todo tipo de imbecilidade vindo desse governo. Quem arma um circo para culpar um borracheiro por pneu com água, como ocorreu em Brazlândia, faz pior para dizer que está abrindo vagas na educação superior pública porque já conta que os professores vão dar aula em dois turnos.

Não devemos nos opor à criação da universidade distrital, mas antes de investir na educação superior devemos lembrar de milhares de crianças e jovens que não conseguem concluir nem o Ensino Fundamental. Nesse ponto o FUNDEB traz uma inovação na lei, que é vincular 20% dos 25% dos impostos para investimento direto em educação básica (educação infantil, ensinos fundamental e médio).

Que comecemos uma campanha contra a implantação da ESM nestes termos. Pedagogia deve ser valorizada.

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Por que reclamamos do TCC?

orientador

Os cursos de graduação são marcados, em geral, por um TCC (Trabalho de Conclusão de Curso). Esse costuma ser o trabalho mais difícil realizado pelos(as) discentes durante sua formação inicial. Observando o debate de colegas do curso de Serviço Social da Universidade de Brasília fiquei motivado a escrever alguns aspectos que me chamaram a atenção tanto quanto aluno como ex-orientador de TCC numa faculdade de Brasília. Assim, falarei do uso das TIC (Tecnologias da Informação e Comunicação) na realização do trabalho, plágios e a dificuldade de escrever, possíveis alternativas para contornar o formato atual de Trabalho de Conclusão de Curso e autonomia estudantil.

Um primeiro ponto a ser observado é que o uso das TIC facilitou bastante a escrita do TCC em vários aspectos: edição de texto, comunicação com o(a) orientador(a), busca de informações. Poucas pessoas sabem, mas um dos principais objetivos do resumo em artigos era porque esses pertenciam à base de dados pagas até o início do século XX. A digitalização de revistas de pós-graduação e livros, por exemplo, bem como de anais e trabalhos apresentados em encontros de pesquisa foi um passo importante para a democratização da informação. Como nem tudo são flores aumentou o número de plágios, assim como as ferramentas para identificá-lo. Um exemplo é a ferramenta gratuita e on line chamada Plagium. No Blackboard, um ambiente virtual de aprendizagem utilizado por várias universidades, há o Safeassign que indica para o próprio aluno, no envio, a porcentagem de cópia do arquivo – e que devidamente citadas deixam de ser plágio!

Lembro que em 1999, quando estava no 2º ano do Ensino Médio no Setor Oeste, escola pública de Brasília, um aluno copiou o trabalho da Gláucia, professora de química. Naquela época a web tinha disponibilizado um trilhão de trabalhos a menos de eletroquímica e o coleguinha conseguiu copiar o trabalho do site da autora sem nem ver o nome dela. Nos grupos da Secretaria de Educação no Facebook o que não faltam são (?) professores(as) reclamando que agora o concurso para docente da SEEDF terá prova de redação. Mas como assim? A pessoa será um(a) profissional da educação e não quer escrever?

O plágio revela, geralmente, uma dificuldade de escrever do(a) aluno(a) e não a falta de orientação por parte do(a) docente. Talvez por isso os(as) professores(as) sintam-se cada vez mais sem estímulo para ler trabalhos acadêmicos, não somente TCC. Reclama-se do TCC como se os outros trabalhos da faculdade fossem feitos sem dificuldade ou da melhor forma, o que não é verdade. Quando era orientador, acho que passei mais tempo corrigindo erros de ortografia, redundância, formatação e riscando os plágios do TCC do que fazendo o que realmente é substancial, que é a discussão dos dados da pesquisa e outros aspectos do conteúdo do trabalho.

Confesso que tive meus problemas com TCC. Com o TCC! Na primeira graduação, em Pedagogia, não fui aprovado na banca. Reformulei o trabalho e apresentei no mês seguinte, sem problema algum. Um dos professores que me avaliou foi o José Vieira, considerado um “carrasco” da Faculdade de Educação da UnB. Agradeço imensamente por ele ter rabiscado até as vírgulas de meu TCC. A orientação que eu tive à época, em 2008, foi grande parte através do Moodle, com minha orientadora Raquel Almeida, uma excelente e criteriosa marxista. No Mestrado, com o Professor Carlos Alberto Lopes, grande parte da orientação se deu com a troca de arquivos por e-mail, o que se repetiu agora na graduação em Serviço Social com a Professora Patrícia Pinheiro. Nos encontramos quando necessário e não porque “temos que nos encontrar”, como numa disciplina. Acho excelente: não tenho que me deslocar do outro lado da cidade para executar processos técnicos ou epistemológicos que podem ser feitos à distância. E no semestre que reprovei o TCC a culpa foi minha, não da orientadora, por eu estar com mais disciplinas ou alguma coisa assim.

A disciplina que fundamenta o TCC, no caso do Serviço Social, já existe e se chama PTCC (Projeto de Trabalho de Conclusão de Curso). Se ela não é bem feita, seja pelo(a) docente ou discente, não é outra disciplina que seria a solução para isso. Uma crítica que faço também a mim: a Geração Y, acostumada ao consumo de informação compactada como uma promoção do MC Donald´s, de tanto se formar quase que somente por memes e discussões em whats app, estranha quando tem que elaborar algo mais denso. Vejo como isso é verdade ao analisar as estatísticas de meu blog: os posts com mais visualização são os que têm o menor título! É como se estivéssemos vacinados a correr de títulos grandes, porque subjetivamente pensamos: “se o título já é grande, imagina o texto?”. Daí a achar que o conteúdo a ser lido é chato é um pulo. Só pra confirmar: os títulos de TCC, artigos científicos são de que tamanho mesmo? Enormes! E quando você pensa que vai acabar vem dois pontos e um aposto com o dobro de caracteres da primeira parte do que você já leu. Pronto: pode respirar agora! Reiterando: não é problema do TCC, mas sim de gosto por estudar. Reféns de uma educação básica e graduação em que a leitura e escrita foram feitas de qualquer jeito vão estranhar uma cobrança maior no TCC. É aí que aparecem os fantasmas de nosso caótico processo de escolarização.

O modelo universitário brasileiro, inspirado na França, esbanja tecnicismo e escola tradicional, pra falar apenas duas das quatro concepções pedagógicas liberais. Estranho perceber que estudantes de Serviço Social, um curso progressista, reproduzam as relações sociais de exclusão e individualidade expressas em formatos educacionais que não deram certo nem em séculos passados. As infinitas possibilidades de orientação de TCC realizadas com o uso das TIC, de ambientes virtuais de aprendizagem como o Moodle, não são discutidas. Toda vez que vejo propostas que demandam mais tempo presencial em sala de aula, como aumentar o número de disciplinas, pondero que aí pode residir um processo de elitização. É caro e desgastante se deslocar diariamente para a universidade em cidades grandes. A retirada de disciplinas de quatro créditos que ocorriam duas vezes por semana para um horário de quatro horas num turno já é um bom começo de caminhada. Que não tenhamos o retrocesso de mais uma disciplina que não corrigiria os problemas de anos levantados aqui. Devemos melhorar a estrutura atual de nosso curso e, principalmente, a nós enquanto discentes.

Acho que tudo que fazemos na vida deve ser feito da melhor forma, na medida do possível. Nesse sentido, não há nada melhor do que ter autonomia. O problema é que as pessoas querem autonomia, mas não estão preparadas para ela. Pelo modelo engessado universitário brasileiro, não temos a prática de refazer nossos trabalhos acadêmicos e, de repente, você passa a chamar o(a) professor(a) de orientador, não tem horário marcado semanalmente, você é atendido em pequenos grupos ou individualmente e parece que, pela primeira vez em toda sua vida, o seu limite de escrita é respeitado, por mais que o limite seja o fim do semestre.

Reclamamos do TCC porque reclamamos da autonomia que jamais tivemos. Não quero aqui ser usado por docentes que de fato não cumprem o seu papel de orientação, mas tenho convicção que a maior parte das reclamações é porque não sabemos ter autonomia porque sequer sabemos o que significa a palavra, menos ainda sua aplicação. Se quisermos ser sujeitos de nossa história, não só o TCC mas todo o ensino deve ser mudado.

Podemos começar entregando trabalhos antes do prazo para que os(as) professores(as) possam nos dar um feedback e, percebendo nossos erros, melhorar a produção. Para docentes que acham que terão trabalho em dobro, afirmo que terão trabalho pela metade e contribuirão muito mais para o crescimento dos(as) alunos(as). Outra exigência que devemos fazer é melhorar a comunicação virtual instantânea: é broxante chegar pra assistir aula e encontrar o comunicado “não haverá aula hoje”, algo comum nas duas primeiras semanas de aula. Esse serviço de comunicação não deve ser do professor(a), mas algo institucionalizado: aviso no site do departamento e envio de mensagem SMS para os celulares dos(as) alunos. Ainda sonho o dia em que toda comunidade acadêmica terá seus dados atualizados no site da universidade e nossa comunicação não será a mesma da década de 1980.

Quem sente falta de orientação para o TCC, grupo de pesquisa ou disciplina, deve solicitar isto ao(à) docente e não transformar em uma prática do departamento. Da mesma forma, seria interessante que nem todas aulas fossem presenciais, mas houvesse liberação das mesmas para participação em palestras, ver filmes seguido de debate, convidar profissionais, construção de seminários etc. Há professores(as) que abusam de trabalhos em grupo e outros que exageram em aulas expositivas. A diversificação é algo que deve ocorrer nos métodos de ensino e no aprendizado. Se o(a) docente se interessa por outras formas de ensinar, o(a) aluno(a) deve se interessar por outras formas de aprender.

Por fim, seja um TCC ou qualquer outro trabalho acadêmico, quanto mais nos dedicarmos à seu aperfeiçoamento, melhor estaremos preparados para a dinâmico do mundo do trabalho, principalmente em mercados altamente competitivos como é o caso de Brasília e outras grandes capitais. Tenha certeza que no dia em que concluir a apresentação de seu TCC e for aprovado a primeira coisa a pensar vai ser: “carai véi, passei!”. Então comemore muito. Não será o primeiro nem o último desafio de sua vida, mas todas as conquistas merecem ser comemoradas com as pessoas que amamos.

Uma ótima madrugada à todos(as) que estão no TCC.

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SECRIA 2015 – Resultado Pedagogo (ampla concorrência) – Provas Objetivas

Olá pessoal.

Saiu o resultado do concurso da SECRIA (Secretaria de Estado de Políticas para Crianças, Adolescentes e Juventude do DF). Por enquanto foi divulgado apenas o resultado das provas objetivas. Portanto, o resultado no Diário Oficial do DF mantém a seguinte ordem:

número de inscrição, NOME COMPLETO, nota da prova de conhecimentos básicos, nota na prova de conhecimentos específicos, notal total (conhecimentos básicos + conhecimentos específicos).

Para facilitar quem quer ver sua posição no ranking, fiz uma base de dados no Excel que mostra a nota dos aprovados por ordem alfabética (aparição) no DODF e o ranking. Sabendo a sua nota, ainda que outras pessoas tenham tirado a mesma nota que a sua, você saberá em qual lugar está no ranking dos aprovados. Relembro que ainda falta a nota de redação e, posteriormente, haverá avaliação de vida pregressa, teste psicotécnico e curso de formação, sendo este último também eliminatório. Mas atenção: a base de dados a seguir é somente para o código 102 (especialista socioeducativo – Pedagogo – ampla concorrência). Obviamente, não constam outros cargos e nem para quem fez, como deficiente, a prova para Pedagogo.

Para acessar a base de dados – com atualização de 04/02/2016, 18h30 -, clique no link abaixo:

Ranking SECRIA 2015

Agora é aguardar a nota da redação e aguardar a continuidade do restante do concurso.

Abraços e ótimos estudos.

Prof. Rafael Ayan

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Temer anuncia ministros

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A semana começou com uma notícia que é uma bomba: o vice-presidente Michel Temer acaba de anunciar parte de sua equipe de governo e antecipa pontos importantes do documento “Uma ponte para o futuro”, construído pelo PMDB, seu partido, para acelerar o processo de impeachment de Dilma Roussef.

Confira a íntegra da entrevista que Temer deu ao blog do Professor Rafael Ayan nesse domingo (13) no belo jardim do Palácio do Jaburu, Residência Oficial da Vice-Presidência da República.

RA: Bom dia senhor vice-presidente.

MT: Boa Tarde Rafael. Já são 12:01.

RA: Perdão vice-presidente, meu relógio se enganou. O senhor afirma que já tem nomes para um possível governo do PMDB no caso do impeachment da presidente Dilma Roussef. Não considera que o momento é inapropriado para esse tipo de pronunciamento?

MT: Não e eu explico o motivo. O impeachment já é algo dado, uma vez que a base do governo não garantiu a votação da comissão especial de deputados que dará início aos trabalhos. O PT fez conchavos com mais da metade do parlamento e se estes partidos não apoiam o governo, então não há golpe.

RA: E quanto aos votos da eleição de 2014?

MT: Os votos da eleição tomaram as ruas para dizer que não querem mais o governo petista. Os votos da mesma eleição que foram para Dilma também foram para os 272 deputados que optaram por iniciar o impeachment. Eles também foram eleitos pelo povo e não vejo o PT falar nisso. A economia do país afunda exponencialmente. Não dá mais para esperar.

RA: Falando em economia, vamos para a composição do seu governo. Quem será o seu ministro da economia?

MT: Não precisei pensar muito para optar pelo nome de Joaquim Levy para o cargo. Levy é economista do Bradesco, um dos bancos que mais bateu recorde de lucros desde que o PT entrou no governo em 2003. Portanto, não se pode mexer nessa fórmula de variação cambial com juros altos para trabalhadores e aprovações sistemáticas de isenções fiscais e desoneração para empresas bilionárias. Com Levy ficamos longe de propostas de tributação progressiva, como o IGF (Imposto sobre Grandes Fortunas), criado no governo FHC e graças a Deus até hoje sem regulamentação. Temos que calar vozes que querem abrir o debate sobre esse tema. Nisso temos que bater palmas pro PT que seguiu a agenda neoliberal e não deu a mínima importância para essas ideias. Fosse o contrário, nossa balança comercial estaria pior, principalmente com a venda de commodities pelo agronegócio. Outro nome que irá ajudar na pasta será Setúbal do Banco Itaú. Como iremos privatizar a aposentad… quer dizer, incentivar os planos de previdência complementar, precisamos de nomes experientes para isso. Com Setúbal e Levy temos os dois maiores bancos no controle da economia do país.

RA: Já que tocou no ponto das commodities, quem será seu ministro da agricultura?

MT: Será ministra e o nome dela é Kátia Abreu.

RA: Mas ela é acusada de trabalho escravo e apóia o agronegócio sem limites, quer dizer, o senhor não tem medo que ela crie uma espécie de “desmatamento sem fronteiras” em que as fronteiras agrícolas deixarão de ter esse nome justamente por não ter fronteiras?

MT: Bobagem! Kátia é preparada, sabe lidar com os pecuaristas e com o avanço da plantação de soja sobre a região amazônica. É dela o mérito de segurar os ambientalistas para que os produtores possam fazer o plantio de eucalipto próximo à nascentes. Quem é contra essas medidas são os capitalistas selvagens do Green Peace que querem tomar nossas florestas. Pergunte aos estrangeiros onde está a floresta em que Robin Hood foi feliz e me diga a resposta. Além de tudo, Kátia sabe lidar com machistas como José Serra, o que elimina mais um presidenciável de querer me derrubar.

RA: O Brasil participou da COP 21 na França e prometeu reduzir ainda mais o desmatamento e a emissão das taxas de carbono, dentre outras medidas. Isso vai de encontro à sua plataforma?

MT: Depende de como você vê a questão. Nessa semana será votado o Código de Mineração, redigido pelo deputado Leonardo Quintão do PMDB e…

RA: Um momento senhor vice-presidente, esse código foi redigido pela Vale do Rio Doce. Já foi comprovado que um escritório foi contratado para isso. Assim como o código florestal já aprovado com uma relatoria esdrúxula do pseudocomunista Aldo Rebelo (PC do B), nem após o maior desastre ambiental do Brasil, ocorrido em Mariana e espalhado por 500 quilômetros até chegar ao Oceano Atlântico, o Código de Mineração respeita a natureza e quem depende dela.

MT: Bobagem. Temos que ser flexíveis e encontrar uma solução boa para todos, mas principalmente para as empresas que geram emprego e renda.

RA: E isso não tem nada a ver com o irmão do Leonardo Quintão ser dono de empresa de mineração? Isso não vicia o processo?

MT: Creio que não. Quintão é um ótimo parlamentar e substituiu o antigo líder do PMDB, Picciani, para trazer novas ideias ao partido e à casa. Com a devida importação de tecnologia, contratando empresas que tem experiência em esburacar terras (e orçamento público, claro) e aumentar o plantio de soja, por exemplo, para não falar somente da mineração, o Brasil vai ter uma ponte para o futuro.

RA: Mas não podemos utilizar de tecnologia para aumentar nossa produtividade sem destruir o meio ambiente com o uso de agrotóxicos – que não deixa de ser tecnologia – e aumento de áreas de plantio, evitando assim um maior desgaste da natureza?

MT: Agora você tocou num ponto fundamental que é o capital cultural. O Brasil não tem capital cultural para produzir tecnologia. Tudo temos que importar e, como liberal, acho até melhor que façamos isso do que investir em nossa educação para sermos nós os produtores de conhecimento. Pra isso precisamos de um ministro da educação que tenha um pensamento arejado, que apoie a iniciativa das OS (Organizações Sociais) e pressione os professores para aumentarem sua produtividade.

RA: E quem será o seu Ministro da Educação?

MT: Aloísio Mercadante.

RA: Perdão, não entendi…

MT: Aloísio Mercadante do PT. Mercadante já deu inúmeras declarações se mostrando favorável à entrada das OS na educação. Além do mais, quer aprovar leis que endureçam tentativas de greve de professores, que são um verdadeiro problema para nossos jovens. Nem no DEM, no PSDB, no PPS ou qualquer outro partido de direita vejo opiniões tão sensatas.

RA: O Brasil vive um processo de conurbação em que os grandes centros urbanos sofrem com engarrafamentos, aumento da violência, falta de moradia e concentração de renda. Os programas sociais, como a terceira fase do Minha Casa Minha Vida, além de programas de saneamento básico, podem melhorar as condições de vida da população. Quem será o nome do Ministério das Cidades responsável por esse desafio?

MT: Gilberto Kassab (PSD). Ao trazer Kassab para o governo, com bom relacionamento com a FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), trago junto o setor empresarial e aumento o nível de investimento no país.

RA: Mas Kassab não é o ex-prefeito de São Paulo que em 2007 agrediu um senhor dentro de uma unidade de saúde que reclamava de não conseguir arrancar um dente? (veja o vídeo clicando aqui!). Não é necessário uma pessoa com diálogo no Ministério das Cidades?

MT: Bobagem. O diálogo, como disse, é com os empresários. A população quer saber é de ter serviços e não diálogo. O governo não pode se transformar em programa de fofoca. É assim que resolveremos o problema do déficit habitacional e construiremos casas com saneamento básico para a população.

RA: Em relação à saúde, a área tem o maior orçamento da Esplanada dos Ministérios e trabalha com uma demanda cada vez mais necessitada, ainda mais em épocas de Zika Vírus. Quem será o dirigente da pasta?

MT: ainda não tenho nome para o Ministério da Saúde.

RA: Mas será alguém do PMDB, claro!

MT: Bobagem. De forma alguma eu faria isso. Do PMDB já basta a Kátia Abreu. Somente um idiota chamaria o PMDB para o governo. Para a vice-presidência, então, já sairia da idiotice para o campo da loucura.

RA: Mas senho vice-presidente, acho que já vi essa composição de sua equipe em algum lugar.

MT: Bobagem. Se viu, não foi no governo do PT não é mesmo Professor Rafael Ayan? Um governo de esquerda como o PT jamais teria essa orientação.

RA: Tenho a impressão de que o senhor está me confundindo… Bem, e sobre sua carta para Dilma. O quê a motivou? O senhor se sente desprestigiado?

MT: Tento falar com a Dilma desde o início do mandato e ela me ignora. Até com o FHC ela fala, menos comigo. Tentei whats app, ICQ, SMS, telefone, recado com o porteiro da Granja do Torto e até uma sala no bate-papo do UOL com senha pra evitar robôs com propaganda e imagens de sexo, senão ira virar o grupo de whats app do Governador Rollemberg do Distrito Federal. Juro que nada deu certo. Já ia editar uma lei mandando voltar o MSN quando um dia, jogando FIFA 2016 no Playstation 4, vi que a Dilma estava on line. Aproveitei para mandar uma mensagem breve pelo próprio console (o diáloo segue abaixo)

@temeroso: – Dilma, por favor, precisamos conversar. O PSDB quer compor um governo comigo. Queria saber se ficará chateada caso aceite o convite do nobre partido”.

@dilma13: – Sabe pra quê serve a parte de contratos do FIFA 2016?

@temeroso: – Sim, serve para contratar os jogadores que estão melhores colocados no ranking. O Neymar tá bom, deve ganhar a Bola de Ouro esse ano. E quanto a minha pergunta?

@dilma13: – Saco. Pensei que poderia contratar a Andrade Guerrez, Odebretch, Camargo Corrêa, Eike Batista, André Esteves e outros por aqui para construir uns estádios. Não quero ser o próximo Delcídio Amaral. Tenho saudades do #vaitercopa e essas manifestações de Fora Dilma não param. Beijo @temeroso tchauzinho.

RA: Então você acha que a presidente boicotou o senhor?

MT: claro que sim. Era perigoso ela querer jogar apostando o governo, só que ela com o Barcelona e eu com o Vasco da Gama. Dilma só quer as coisas do jeito dela.

RA: E quanto aos movimentos sociais? O ato do dia 16 de dezembro deve abafar a tentativa do senhor adiantar o impeachment de Dilma?

MT: Tenho plena certeza que não. Já mandei o Lobão e o Roger do Ultraje a Rigor para fazerem um show em frente à sede da UNE só com músicas da década de 1980 que é pra bater aquela nostalgia gostosa e eles ficarem tão anestesiados como quando recebem dinheiro das carteirinhas estudantis. Ademais, como adiantei o nome de minha equipe de governo, tenho a leve impressão de que esses movimentos simpatizaram com a composição e não tentarão me derrubar. Diria até que seria incoerente.

RA: Não sei por que mas acho que o senhor está certo. Obrigado pela entrevista preside… digo, vice-presidente.

MT: Não precisa se desculpar, pode me chamar de presidente Professor Rafael Ayan.

RA: Tá amarrado isso não vai acontecer.

MT: Desculpe, o quê disse?

RA: Tá falado e eu tô torcendo pra você!

 

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Repor coordenação aos sábados? Cadê o SINPRO?

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Diz a lenda que tem diretor(a) de escola do DF que está a obrigar os(as) docentes a reporem coordenação sábado pela manhã e aulas a tarde, ou vice-versa. A justificativa é a de que não é justo que professores(as) tenham ido para a coordenação durante a greve e os grevistas tenham uma carga horária menor. E você: o quê você acha disso?

Vamos aos fatos…

Durante os piquetes nas escolas, ficou claro que a maioria dos(as) professores(as) não estava cumprindo o horário de coordenação. Como fica a coordenação em grupo se parte fez greve e outra parte não? Dos dias parados, nem todos correspondem à dias em que se faz coordenação, uma vez que temos a CIFE (Coordenação Individual Fora da Escola), então tem que fiscalizar bem isso para não acabar coordenando mais do que professores(as) que não deram aula. Por último e mais importante: se a direção da escola é realmente justa e se preocupa tanto para que todos(as) profissionais tenham o mesmo tempo de coordenação, nada mais justo do que cobrar os aumentos e outros benefícios que temos em greve dos(as) docentes que não pararam. Todo mundo sabe que só se conquista algo com greve. No geral, a regra é que o poder executivo só coça o bolso quando é provocado para isso. Sem pressão, continuamos na mesma e o governo sempre acha que podemos apertar mais o nosso cinto, enquanto que o cinto das empresas que ganham com serviços e produtos superfaturados só é apertado de tanto crescer a barriga da ganância de lucro.

Então aqui vão algumas dicas para você que está ou não repondo coordenação aos sábados: entre no jogo da direção! Já que é pra fazer tudo certo, cobre a regularização do Conselho Escolar, da fiscalização do gasto da escola, planejamento de utilização dos recursos financeiros e até o Projeto Político-Pedagógico, que algumas escola guardam a sete chaves. Jamais aceite ingerência ou assédio moral. Se uma mão não lava a outra, façamos contra a direção as críticas que fazemos ao governo.

Sim colega, é obrigação da escola fornecer tudo isso e muito mais não só a professores(as), mas a qualquer pessoa que se interessar por esses dados. Pode ser um pai, o comerciante da esquina ou um viajante que esteja ali de passagem. A escola deve prestar conta tal qual qualquer órgão público mantido pelos contribuintes. Não se assuste se encontrar material didático e jogos comprados por três vezes o valor de mercado, sendo que compras coletivas devem sair mais baratas. Não se assuste se descobrir que, por lei, os conselhos de classe bimestrais devem ter a participação de pais e funcionários(as) do SAE da escola. Não se assuste se a direção não conseguir prestar contas da festa junina e nem o que foi feito com o que foi arrecadado nela. Aí você verá que repor coordenação aos sábados não passa de perseguição política de direção despolitizada e que não sabe que não é o governador mas sim os(as) docentes que podem derrubá-la a qualquer momento.

Direção tem que ser amiga da escola (não no sentido do que a Globo faz). Deve fazer de tudo para que os(as) profissionais tenham um bom ambiente de trabalho. No caso do DF, principalmente, a direção que se aliar ao queimado governador Rollemberg e seu time de pervertidos do whats app, incluindo o Secretário de Educação Júlio Gregório, vai afundar junto com o GDF nas denúncias de calote, corrupção e outras. Sabemos que os(as) professores trabalham muito mais do que 40 horas, com muito trabalho em casa e pouco reconhecimento, inclusive salarial. Tiramos dinheiro de nosso bolso diariamente para repor material de trabalho ou para pagar passeios que deveriam ser integralmente custeados pelo Estado, e com maior regularidade. Coitado de quem quiser provar o contrário.

E o SINPRO hein? Onde está o SINPRO que não visita as escolas em que as direções “optaram” por repor coordenação aos sábados? Ora colegas, não sejam injustos, deixem o SINPRO de lado dessa questão, pois vocês também não gostariam de serem incomodados em suas férias.

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Mais nudes no whats app do GDF

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Parece que o GDF é realmente o lugar certo para quem gosta de nudes, as famosas fotos de pessoas nuas que tomaram conta do whats app.

Primeiro foi o Secretário de Justiça João Carlos Souto que no dia 26/10/2015 enviou fotos de nudes para o grupo de whats app do GDF. Na ocasião, o Secretário disse que o filho foi o culpado pelo envio. Que papelão! Coitado do filho que teve que pagar pela ganância de sexo do pai.

Mas a tara por sexo do 1 escalão do GDF não tem limites. Nessa terça-feira, 24/11/2015, o Secretário de Educação, Júlio Gregório, não quis ficar atrás do Secretário de Justiça e aproveitou para gozar de sua cota mensal de nudes com os celulares funcionais pagos com o dinheiro dos contribuintes. Na verdade não era apenas um nude, mas cena de sexo explícito. Ao contrário do whats app do GDF esse blog não é pornográfico e poupará os(as) leitores(as) da visualização das imagens. Como João Carlos Souto já tinha “queimado” a desculpa de que quem enviou foi um familiar, sobrou para Júlio Gregório adentrar a teoria da conspiração e dizer que não sabe o que ocorre, ou seja, que hackearam seu celular. Melhor apelar para o perseguido político dos EUA Edward Snowden do que tentar impetrar a ideia de um motim dos filhos de secretários contra o governo caloteiro.

Há quem diga que a produtora de filmes pornográficos Brasileirinhas já está atrás do GDF para gravar. Algumas sugestões de título seriam ” Senta no calote”, “A paulada da polícia”, “O swinger dos sindicalistas”, “Passando a mão nos inativos”, “Justiça com as próprias mãos” e “Educação sexual”. E quem não iria querer, mesmo que na ficção, dar uma “espiadinha” nas fantasias sexuais dos “heróis” do governo que mais arrombaram os cofres do DF? Imaginem que na hora do clímax o ator que interpreta Rollemberg iria falar “só em outubro de 2016 e sem retroativo”. Quer sacanagem maior que essa?

Felizmente a filmagem desses filmes não deve passar de especulação, uma vez que no whats app do governo também estão outras sacanagens como negociação de propinas, como foi o caso do Diretor da Terracap também em 2015. Em menos de um ano o governo já provou que pode faltar dinheiro para tudo, menos para suas orgias virtuais. As produtoras da indústria de filmes adultos não utilizam verba pública para custear seus filmes, ao contrário dos celulares do GDF que figuram nas mais diversas notícias que não sejam de trabalho para a população.

Vamos ver quais serão as desculpas do caloteiro do PSB Rodrigo Rollemberg diante de mais uma denúncia de nudes. Que tal fazermos um bolão para ver quem será o próximo secretário a mandar nudes para o grupo do GDF?

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E a Miss Brasil desse ano é… branca!

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No Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo, José Serra posa com candidatas ao Miss Brasil 2009. Participante de Marcha das Mulheres Negras em frente ao Congresso Nacional em Brasília.

Qualquer pessoa que tenha mais de 15 anos, alfabetizada ou não, sabe bem que os concursos de miss Brasil afora não passam de politicagem. As comédias clichê como o filme Miss Simpatia mostram isso. Do concurso de miss da pequena comunidade do Vicente Pires no Distrito Federal aos conhecidos Miss Brasil (Mundo), Miss Brasil (Internacional), Miss Brasil (Terra) e o mais famoso, o Miss Brasil (Universo), em todos esses rachas trotskistas a nível de galáxia ou bairro o que reina é a política mesquinha de ver qual candidata poderá vender mais produtos direta ou indiretamente para depois de um ano ser descartada como um absorvente usado na lixeira da história.

Para não dizer que minto e não tenho experiência prática com o que escrevo posso relatar um pouco do concurso Miss Vicente Pires 2011. Esse concurso mais pareceu um roteiro dos Trapalhões na década de 1980, com o adendo da falta de respeito com as candidatas. Para saber do que falo, acesse o link abaixo:

As trapalhadas do Concurso Miss Vicente Pires 2011 (CLIQUE AQUI)

Agora politizando a questão…

Ocorreu nesse 18 de novembro em Brasília a Marcha das Mulheres Negras. Essa marcha representa muito mais a mulher brasileira do que qualquer concurso de miss, não só pelo fenótipo – e genótipo – das representantes, mas pela luta que travam diariamente contra o machismo e outras opressões de gênero em uma sociedade marcada pelo patriarcalismo. Mas calme: sou daqueles que gosta de provar o que diz. Procurando pelas regras do concurso de Miss Brasil, achei algumas diretrizes interessantes. Quantas mulheres você conhece que se encaixam no perfil abaixo?

– Ser do sexo feminino;
– Ter no minimo 18 (dezoito) anos e no máximo 26 (vinte e seis) anos até o dia 31 de dezembro correspondente ao ano do concurso;
– Não ser emancipada;
– Nunca ter sido casada, nem ter tido casamento anulado;
– Nunca ter sido mãe, não estar grávida;
– Nunca ter sido fotografada ou filmada totalmente despida, expondo os seios e partes íntimas;
– Nunca ter sido fotografada ou filmada em cena de sexo explícito; e
– Ter estatura minima de 170 (cento e setenta) centímetros.

Só faltou colocar como pré-requisito ser aprovada no TOEFL, o exame de proficiência em língua inglesa. Sejamos sinceros: estas regras excluem de participação grande parte das mulheres jovens do país: casadas ou emancipadas por ver no matrimônio uma forma de sair de um residência violenta que não lhe traz dignidade. Grávidas ou com filhos por habitarem regiões vulneráveis socioeconomicamente, sem políticas públicas de saúde e educação. Com menos de 170 centímetros por serem privadas de nutrientes básicos na alimentação desde em que ainda eram fetos. Por fim, filmadas ou fotografadas despidas, mostrando os seios e partes íntimas ou em cenas de sexo explícito sem consentir ou, ainda que soubessem da filmagem, sem autorizar a  divulgação. Não sou eu quem diz que essas são características de mulheres negras, mas é óbvio que se existe preconceito com mulher no Brasil, para a mulher negra as coisas são ainda piores. Não é à toa que esta marcha de mulheres ganhou a adjetivação de negra e, com isso, um importante recorte de classe. Para quem duvida que são as mulheres negras que mais sofrem com violência dos homens, que hoje se expressam pelos nudes (fotos nuas) forçados e estupro, procure qualquer base de dados de órgãos governamentais, ONGs ou pesquisas encomendadas sobre o tema e veja se ocorre o contrário, ou seja, se são as mulheres brancas que mais sofrem violência.

Não foi em nenhum concurso de Miss Brasil mas sim na Marcha de Mulheres Negras que eu reconheci as professoras que trabalham comigo, minhas alunas de escola pública, a caixa do supermercado, a padeira, amigas, familiares e mais um monte de gente que eu não conheço pessoalmente mas que passam por mim diariamente com seu cabelo crespo e pele negra. Não foi no concurso de Miss Brasil mas na Marcha das Mulheres Negras que identifiquei o espírito de luta das brasileiras ao enfrentar, chegando ao Congresso Nacional, um policial civil armado que fez disparos para o alto, como quem quisesse se impor pelo medo e pelo falo entre as pernas. Às vezes penso que o Miss Brasil é gravado na Europa com dinamarquesas que falam português fluentemente.

Se você é militante ou tem uma leitura um pouco mais aprofundada de ideologia de gênero e leu o texto até aqui, deve pensar que para a sociabilidade que vivemos atualmente, em qualquer formato de concurso de miss sempre haverá machismo, rotulação das mulheres, reforço de paradigmas e várias formas de preconceito. É verdade! Esse não é um texto de formação militante, de um partido político ou de um coletivo de mulheres. Assim, este texto demonstra que mesmo dentro de uma racionalidade heteronormativa e liberal os concursos de miss beiram o ridículo de tão surreais que são.

Desde Marta Rocha, a primeira ganhadora do Miss Brasil em 1954, a única negra que ganhou foi Deise Nunes, do Rio Grande do Sul, em 1986. Vejamos a configuração do Miss Brasil 2015: a apresentadora, Mariana Weickert, é branca; o apresentador é o ator branco Cássio Reis; o público é formado em sua maioria por pessoas brancas como patrocinadores, representantes comerciais, estilistas e deve ter até alguns chefs de cozinha que estão na moda pelos inúmeros programas de gastronomia na TV aberta e por assinatura. Porém, tanta gente branca num país com com maioria de negros(as) autodeclarados(as) é pura coincidência, claro. No Brasil vivemos a democracia racial.

Ah, sim, você quer saber sobre o concurso Miss Brasil 2015. Outra vez vai a ganhadora vai ser branca, por bem ou por mal. E sem essa de rasteiras, laxantes ou roubo de coroas. Comportem-se meninas. Afinal, vocês estão entre pares.

Veja as candidatas a Miss Brasil 2015

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#PrayersForBrazil aqui também tem vida!

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O mundo ficou perplexo com o atentado terrorista ocorrido na França na última sexta-feira 13. Milhares, talvez milhões de pessoas modificaram a sua foto de perfil no Facebook por uma causa que, de fato, é não só justa como necessária. Os ataques dos jihadistas à alvos civis em Paris não são menos covardes que os bombardeios das forças da OTAN a alvos civis no Oriente Médio, mas nem por isso deixam de chamar a atenção. Contudo, o que não toca o povo brasileiro, infelizmente, são as mortes causadas pela queda de barragem no município de Mariana, Minas Gerais, dia 05/11/2015.

A Vale do Rio Doce, empresa privatizada no governo Fernando Henrique Cardoso (FHC) por valor menor do que o lance inicial do leilão, juntamente com a BHP Billiton Brasil Ltda, são quem de fato comandam a Samarco, mineradora responsável pela barragem. Interessante notar que quando revela os lucros, a Vale do Rio Doce não faz questão de citar a Samarco. Agora, em meio à tragédia anunciada, a Vale faz de tudo para se livrar do nome Samarco. É bom destacar que o Ministério Público de Minas Gerais já havia alertado para o perigo de rompimento da barreira e a falta de um plano de emergência caso isso ocorresse. Com a queda da barragem, formou-se um rio de lama com rejeito de minério de ferro que matou o Rio Doce.

Depois de sair de Mariana (MG), a lama que se misturou ao Rio Doce já percorreu cerca de 500 quilômetros e passou por Governador Valadares (MG), município com quase 300.000 habitantes, e aproxima-se de Baixo Guandu (ES), Colatina (ES) e Linhares (ES), até desembocar no Oceano Atlântico. Estive em Linhares em 2011 e pude ver o valioso trabalho de biólogos no Projeto Tamar, que colabora na reprodução de espécies de tartaruga em extinção. Esse trabalho está em risco! Em alguns municípios, a água passou a valer mais que o minério de ferro exportado pela Vale, transportada com escolta e com preço superfaturado em redes de supermercado corruptas de grandes cidades, como é o caso de Governador Valadares.

E onde está o poder público? Evidentemente o financiamento de campanha também aparece como um problema relacionado a esse caso. Vejamos o chamado Clube dos Seis[1], que são os seis partidos que mais receberam doação da Vale do Rio Doce nas eleições de 2014:

PMDB – R$ 23.550.000
PT – R$ 8.250.000
PSDB – R$ 6.960.000
PSB – R$ 3.500.000
PP – R$ 1.500.000
PC do B – R$ 1.500.000

Agora fica fácil explicar a razão de Dilma Roussef ter sobrevoado a região somente depois de uma semana, com o braço estendido apontando para algo que desconhece, somente para sair na imprensa uma pose de “estou fazendo alguma coisa”. Do Clube dos Seis, somente o PSDB não faz parte do governo e, mesmo assim, como terceiro beneficiado direto pelo dinheiro sujo de lama e sangue da Vale do Rio Doce, ficou de bico fechado para manter o caixa na próxima eleição. O Planalto aplicou uma multa de 250 milhões na Samarco, mas parece que esqueceu que essa organização criminosa teve, somente em 2014, 7,5 bilhões de lucro. A multa de Dilma corresponde a 3,3% do lucro da Samarco, que é apenas uma das empresas da Vale do Rio Doce que tem lucro bem maior.

A população de várias cidades pelas quais passa o Rio Doce foram colocadas em hotéis e, passados 10 dias, a Vale do Rio Doce ainda não deu qualquer indicação de auxílio financeiro e reconstrução das casas. Os moradores de áreas atingidas assistem atônitos os telejornais repetirem as mesmas informações da França com todos os sinônimos que a língua portuguesa permite e, lá no fim do jornal tem uma reportagem de trinta segundos com as pessoas em cima da ponte vendo a chegada da lama pelo rio, como se o fato se resumisse a isso. As pessoas mortas são tratadas como desaparecidas, como se pudessem aparecer vivas segurando algum galho. Plantas, aves, animais de carga ou domésticos, gado de corte e leiteiro, peixes, todos mortos ou contaminados pelo rejeito. Tem um Zé nessa história com seu cavalo, tem uma criança de 7 anos chamada Maria com seu cachorro Rex, tem idosa com suas galinhas. Tem até vários desses personagens, milhares deles, para falar apenas do ambiente rural, massacrados pela ganância capitalista de uma multinacional que comprou seus fiscais e lhes deu a alcunha de Cunha ou Vossa Excelência.

O Rio Doce morreu e para driblar o problema da falta de água a solução do poder público foi a adição do polímero de acácia negra, que faz sedimentar o rejeito de minério de ferro no fundo do rio para aproveitamento da água mais superficial. Não é preciso ser nenhum gênio para saber que tal medida cria um problema ainda maior que é operar como catalisadora da contaminação do solo e da água, ou o rejeito vai sumir do fundo do rio para outro planeta? Aqui vale a fórmula química de Lavoisier: “na natureza, nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”.

Um dos fatores que pode explicar a falta de sensibilidade da população brasileira com o caso de Mariana (MG) é uma certa anestesia por ver imagens que considera semelhantes a enxurradas, comuns em países com um déficit habitacional tão grande que faz seus habitantes se arriscarem a habitar encostas. Talvez as pessoas ainda não tenham se atentado para o fato de que há muitas impurezas no minério de ferro, mas há ainda mais nos rejeitos de minério de ferro. Estão nessa lama mistura de produtos químicos utilizados no processo de extrativismo e industrialização do minério, altamente prejudiciais à saúde e alguns até cancerígenos, como o chumbo.

Impotentes, largados a própria sorte, idosos, crianças, pessoas com necessidades especiais e todo o restante da população do qual não costumamos nos lamentar em situações de tragédia aguardam a ação do poder público. Peço desculpas aos que me acharem radical, mas ainda há pessoas a serem encontradas aqui no Brasil. Em nenhum momento falo para as pessoas deixarem de sensibilizar com os mortos da França, mas é que também temos mortos para enterrar, depois de acharmos os corpos. Não custa nada dividir a compaixão da morte dos franceses com a morte do Rio Doce, da economia informal da população ribeirinha, com os idosos que morreram sem água nessa semana de racionamento. E digo isso com muita sobriedade, pois tenho certeza que o sentimento de revolta de muitos não dura mais do que o tempo de login no Facebook: os franceses não estão em suas orações, não te impedem de trabalhar, de beber água potável ou aproveitar o rio de sua cidade. As hashtags #somostodosmineiros ou #somostodoscapixabas ou até #PrayersForBrazil (orações para o Brasil) também podem figurar na sua timeline de indignações de 20 segundos. São tão seres humanos quanto os franceses, nem mais, nem menos. Ficariam felizes de saber que a população brasileira também olha para eles.

Minas Gerais tem mais de 700 barragens, das quais cerca de 450 são barragens de mineração. Temos uma bomba-relógio com a discussão de um Código de Mineração no Congresso Nacional que ameaça passar tal qual passou o Código Florestal, ou seja, sem ressalvas para o capital de multinacionais explorar nossas riquezas sem nenhum cuidado com o nosso povo. Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), um ser humano precisa de 50 litros de água por dia para necessidades básicas. A Vale do Rio Doce enviou para Governador Valadares dois vagões com 240.000 litros de água. A água foi descartada após constatado querosene na amostra. Se estivesse boa, a água daria para 4.800 pessoas no município, cerca de 2% da população. Não daria nem para escolher prioridades. O quê mudou da época do descobrimento para os dias de hoje foi apenas a metrópole, pois a colônia de exploração continua de vento em popa. De novidade mesmo só a invenção do CNPJ e a remessa de lucros para o exterior por meios mais escusos do que carregar pepita de ouro no ânus.

[1] Para ler mais sobre Vale do Rio Doce e financiamento de campanhas em 2014, acesse o site do MAB (Movimento dos Atingidos por Barragens) clicando aqui.

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SINPRO utilizou as OS como bode expiatório

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Você já deve estar de saco cheio de toda vez entrar aqui no blog e ver como lhe passaram a perna. Pois é, mas eu vou continuar.

Lembra aí: quando foi que as OS (Organizações Sociais) entraram na nossa pauta de negociação? Bem, se você estava nas assembleias desde o dia 15/10/2015, vai lembrar que o nosso foco sempre foi o pagamento do reajuste. Perceba que em momento algum falei que as OS não deveriam entrar em pauta. Devem sim, pois são um grande ataque ao nosso modelo de educação, que não é bom mas certamente é melhor do que qualquer ideia privatista de enriquecer deputado distrital. Porém, é bom você perceber a mudança do discurso do SINPRO ao longo da greve.

Se ainda duvida do que falo, veja você mesmo(a). siga os passos abaixo:

1- Entre no site do SINPRO, na seção NOTÍCIAS, na guia SINPRO-DF, clicando no link abaixo:

Guia notícias – SINPRO-DF <—CLIQUE NO LINK AO LADO

2- abra em outra aba todas as notícias referentes a greve, uma por uma, desde o dia 15/10/2015, que é a data de início da greve.

3- Com a página aberta, segure a tecla “ctrl” e aperte a tecla “F” em seu teclado. Esse é um mecanismo de busca de palavras em uma página qualquer da internet.

4- Feito isso, abrirá uma caixa de diálogo, provavelmente no canto direito superior (caso seu navegador seja o Google Chrome) ou no canto direito inferior (caso seu navegador seja o Mozilla Firefox).

5- Abrindo a caixa de diálogo, digite “organizações sociais”, sem as aspas, e tecle ENTER.

E aí qual o resultado? Vou lhe adiantar. A PRIMEIRA vez que alguma das notícias da greve do site do SINPRO fala de “organizações sociais”, explicitamente, é no post do dia 09/11/2015, portanto 3 dias antes do encerramento da greve. Não acredita? Clique abaixo:

SINPRO resolve falar de OS pra ver se ganha algo <— CLIQUE AQUI

Diz o texto… abre aspas

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Então ocorreu o seguinte…

O SINPRO viu que não ganharia o reajuste, a CUT pressionando pra sair da greve, pois os outros sindicatos que eles dirigem fizeram o mesmo, mas o sindicato não poderia sair derrotado. O quê fazer? Jogar as OS como bode expiatório e negociar como se fosse um aumento de 100% de nossos salários. Ora, de fato as OS serão uma praga na educação, piorando e muito a qualidade de ensino e retirando vagas de concurso de professoras de atividades. Porém, usar como desculpa as OS pra dizer que ganhamos algo com a greve foi uma forma covarde de abaixar a cabeça pro Rollemberg.

Mas tudo bem, foi a categoria que decidiu, em conjunto, acabar com a greve. Nenhuma dessas artimanhas do SINPRO, inclusive com o uso de seu site, colaboraram para que a greve esfriasse. Se as OS eram tão importantes assim, por qual motivo nas matérias anteriores, ou mesmo na fala da Direção do Sindicato, elas ganharam importância?

A divulgação, NOVAMENTE, da chamada pública de julho de 2015, no contexto da greve, levantou uma discussão entre os professores grevistas e o SINPRO caiu matando. Era tudo que o sindicato queria: ao menos um ponto de pauta em que não seria derrotado. Tanto é que no documento assinado pelo governo caloteiro destaca-se “lembrando que o governo jamais cogitou esse tipo de organização” ou algo assim (depois edito com a informação completa).

O resto da história você já sabe como é… Saímos da greve por motivo distinto do qual entramos, sendo que um dia antes, com praticamente a mesma proposta, quase nenhum crachá levantou-se optando pelo fim da greve. Acho que todo mundo que estava de greve voltou a dar aula um dia antes do fim da mesma. Isso seria uma explicação razoável para o que ocorreu nessa semana, não acha?

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