Crônica – azar e coincidências de um presidente honesto

Na foto, Bolsonaro participa, do jeito que consegue, da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados. #inclusão

Vou contar a história de um presidente honesto que, bem, mais azarado impossível. Definitivamente as coincidências que ocorrem na vida dele não o favorecem em nada.

É vizinho de um policial militar miliciano e não tem nada a ver esse esse policial ser o assassino da Marielle, vereadora do PSOL morta em março de 2018 no Rio de Janeiro. Pura coincidência! Este PM miliciano do RJ tem um salário que não chega a 1/3 do valor do aluguel de sua casa no Residencial Vivendas da Barra (Pesada?). Oras, todo PM no RJ mora em condomínios luxuosos, ficando os empresários em barracos. Ninguém sabe se este PM vende Jequiti ou tem outra atividade remunerada. Nada a se estranhar.

Também é coincidência o fato de um miliciano (um outro, não o do parágrafo anterior) ter entrado no condomínio do presidente dia 14/03/2018. Ele ia ter que entrar em algum lugar não é mesmo? Se ele mora no RJ e o presidente também, a probabilidade de se encontrarem é grande e menor do que se um deles morasse em Nova York ou, sei lá, em Rio das Pedras.

Continuando as coincidências, não é que este cidadão, que é miliciano, conhecia o miliciano do primeiro parágrafo? Eita mundo pequeno! Coincidência mesmo foi eles terem saído juntos pra matar a Marielle. Já azar foi o arsenal encontrado na casa de um desses milicianos. Dava pra alimentar uma guerra civil por uma semana.

Mas nem só de coincidências vive o presidente honesto. Eu não lhe disse desde o título dessa crônica que o presidente tem muito azar? Pois bem, não é que o miliciano que matou Marielle tocou logo o interfone da casa do presidente? O porteiro disse que ouviu uma voz parecida com a do “Seu Jair” autorizando a entrada. Tudo confusão, não se engane. Quem nunca foi apertar 66 no interfone e acabou errando e apertou o 58? Coisa comum, puro azar e coincidência, tudo junto e misturado. Já diria o Mamonas Assassinas: “o meu nome é Jair, facinho de confundir com João do Caminhão”. Podia ter tocado o interfone da casa do amigo, ou da vizinha da frente, ou do cara que tem uma lancha bonita na garagem. Mas não: tocou o interfone da casa do presidente azarado, fazendo valer a adjetivação do cargo. O presidente estava de malas prontas pra Brasília e até já tinha comprado passagem naquele mesmo dia. Duas inclusive! Se ele embarcou ou não é outra questão. Esse é um caso para o Ministro da Justiça que, com certeza, condena o uso indevido de coincidências e eventualidades que ocorrem com o presidente.

O presidente honesto não tem nada a ver com a morte de Marielle. Deve ser a Dona Isaltina, da casa 171. Ela é viúva de militar e nunca foi muito com essas bandeiras de defesa de direitos humanos que eram levantada pela finada vereadora. Certamente ela está por trás dessa trama. Também pode ser aquele jornalista que leva o poodle pra passear à meia-noite. As estatísticas mostram que pessoas com esse hábito estranho têm mais propensão a matar vereadoras progressistas.

Mas o presidente honesto também tem sorte. Bom, ainda não dá pra dizer se isso é sorte ou complica ainda mais nosso herói injustiçado. Fato é que a promotora do caso que investiga esse complô tem foto nas redes sociais com a camisa do presidente. Outras autoridades que investigam o caso seguiram a mesma linha. Isso também é comum entre os promotores do Rio de Janeiro e podemos ver vários deles com camisas do tipo “Liberdade para Renan da Penha” ou “Viva Rafael Braga”. A regra é essa. Problema mesmo é o Toffoli que foi advogado do PT até 2005 sendo indicado ao STF por Lula. Vale lembrar que promotoras que usam a camisa do presidente são as mesmas que fazem as estatísticas do perfil de quem passeia com o poodle à meia-noite.

Outra coincidência bem tranquila ocorreu com o delegado Giniton Lages, que triangulou mais de 30 mil ligações e mensagens no perímetro do percurso do carro dos assassinos de Marielle e descobriu em março de 2019 que o bandido é vizinho do presidente honesto. Ele “conseguiu”, no dia seguinte (SE-GUIN-TE), um curso de formação na Itália. Quem o enviou foi o próprio governador Witzel que à época era aliado do presidente honesto, não havendo se convertido ao comunismo. Pura coincidência! Se olhar os perfis dos delegados do RJ só vamos encontrar foto deles no Coliseu e nos jogos da Juventus e nenhuma em Maricá. Estado rico como o RJ, sem problema financeiro algum e com os salários dos servidores em dia tem mais é que investir em cursos no exterior para seus delegados premiados. Por enquanto foi só o Lages, mas é claro que foi coincidência a data – e azar dos delegados que não foram “sorteados”.

Falando em investigação, a inteligência da polícia do RJ consegue achar qualquer coisa, menos o Queiroz que, por coincidência é miliciano e amigo de pesca ilegal do presidente honesto. Poderiam aprender um pouco com o jornalismo do SBT e da RECORD sobre como achar um criminoso, pois foram as duas únicas instituições que conseguiram localizar Queiroz. Esta é só mais uma infeliz coincidência na honrada história do presidente honesto, como foi coincidência (e azar) que nas fotos com Queiroz o presidente sempre aparece bastante sorridente e fazendo arminha com a mão.

Com tanto azar, o presidente honesto foi até a portaria de seu prédio e pegou os registros de áudio do dia em que Marielle foi morta, alegando evitar falsificação das provas. Com o destino caindo sobre sua cabeça, certo é que a comunidade LGBT já estava de olho nas gravações para culpabilizar um santo. Esses gays não tem coração. Não sabem o que é ser injustiçado, humilhado. Querem mais direitos que os outros. Felizmente as gravações estão em boas mãos, com Carluxo Gretchen, Dudu Burguers e Flavitcho Caganeira, pessoas incapazes de obstruir a justiça para beneficiar o pai. Aliás, esses meninos de ouro conseguem comprar imóveis por valor menor do que da metade do preço e em menos de 1 ano vendem por mais de 60% do valor de mercado. Isso tudo sem reformar um centímetro do imóvel. É muita cagada, sem ofensa ao Flavitcho e sua dificuldade para controlar o esfíncter.

Bem gente, melhor seria se esse presidente honesto tomasse um banho de sal grosso. Daqui a pouco ele vai viajar pra Espanha e alguém com pós-graduação e habilitação para pilotar aeronaves, qualidades super comuns às mulas de hoje, vai tentar embarcar com 39kg de cocaína na bagagem. Também pode ocorrer de sua secretária, lotada para trabalhar 40 horas em Brasília, erre o endereço da Câmara dos Deputados e vá parar em Angra dos Reis (RJ). Daí pra aproveitar e pedir as chavea da casa, alimentar os 3 cães de guarda e de quebra ainda arrumar tempo pra montar uma lojinha de açaí, imitando o empreendedorismo do PM miliciano que mora em condomínio de luxo, é um passo. Sabe como é né? Azar, coincidências…

Sobre ayanrafael

Pedagogo, Assistente Social e Mestre em Educação pela Universidade de Brasília. Trabalhou como técnico-administrativo na Universidade de Brasília, como Professor de Atividades da SEEDF (Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal) e atualmente é Especialista Socioeducativo - Pedagogo na Secretaria de Estado de Justiça e Cidadania do Distrito Federal, no Conselho dos Direitos da Criança e do Adolescente (CDCA/DF).
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Uma resposta para Crônica – azar e coincidências de um presidente honesto

  1. Lucas disse:

    Uma lambança só a familícia! E ainda faltam mais de 3 anos, no mínimo… Cuidado senão eles mudam seu estágio probatório para 10 anos.

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